Falar do transtorno bipolar é extremamente delicado, mas o filme “O lado bom da vida” sabe retratar isso muito bem e o que Pat, protagonista da história, tem. O filme conta a história de Pat após ele deixar um hospital psiquiátrico por conta de um ataque ao amante de sua esposa, cujo qual encontrou no chuveiro com ela, na casa deles.

A mãe de Pat resolve assumir a responsabilidade por ele, quando o tira do hospital em um acordo com a justiça, sob a condição de que Pat tome os medicamentos os quais não tomava no hospital.

Até que um dia acontece um jantar na casa do amigo e vizinho de Pat… E então ele conhece Tifanny, recém viúva, dançarina e que também gosta de correr como Pat. Ela vai mudar a vida dele ou ele vai mudar a vida dela? O que se sabe desde o início é que na vida de ambos existe um lado bom, o lado bom da vida, e todos precisamos ver! 🙂

O transtorno bipolar de Pat reflete um tipo de transtorno, uma doença que tem dois níveis: 1 e 2 e, para ambos os níveis e detectar a doença é necessário que você consulte o seu médico, procurando ajuda para saber se você realmente sofre de transtorno bipolar e qual é o tratamento adequado para o seu caso. 

 p.S corre pro netflix e olha aqui o trailer olha (:

4 livros para as férias

Ontem foi dia de cinema aqui no blog e eu indiquei 4 filmes para as férias, agora chegou o momento de conferir os 4 livros. Afinal, nas férias é o momento em que você mais vai ter tempo para ler aquele livro que estava parado há tanto tempo na estante, ler com calma e entrar na história de verdade verdadeira. Confesso que enquanto eu leio a autobiografia da Rita Lee tem mais um montão me esperando para ser devorado.

A leitura é um ato que não se pode ter pressa, tem que ter paciência, algumas vezes não nos damos bem com um livro logo de cara e a história parece ser tediosa, mas isso muda no segundo ou terceiro capítulo, ou, para aquelas obras que são divididas: na segunda ou terceira parte da história, ainda bem, não é mesmo? Eu quando era criança costumava ler mais, bem mais, confesso… Com toda essa tecnologia o ato de ler ficou um pouco de lado e nessas férias e para 2017 uma promessa que já me fiz de ano novo é ler mais, bem mais.

Prontos para a listinha de livros para as férias? Lá vamos nós 🙂

  • A metamorfose – Franz Kafka (1915). Reza a lenda que foi escrita em 20 dias,  escrita em 1912 conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que ele sim, todo dia faz tudo sempre igual mas um belo dia acorda metamorfoseado… No que será? Só lendo para descobrir como seus pais e sua família reagiram…

 

  • Dom Casmurro – Machado de Assis (1899). Tente ler essa obra com um outro olhar, não somente o olhar fixado em Bentinho e Capitu, olhe para os outros personagens da obra. Ler Dom Casmurro requer um esforço das duas partes, pois, como a maioria das obras, a narrativa presente é o único ato libertador possível, ou seja, ler nos transporta para outro universo. Para Barthes a arte de Machado de Assis faz-nos ver um duplo Dom Casmurro, uma dupla Capitolina e um Escobar ambíguo. A obra, por ser um texto literário e, assim, polivalente, falqueia muitas entradas. O cerne, pelo visto, constitui o ponto de vista do narrador, que se propõe viver, pela escrita, o vivido: “deste modo” – diz – “viverei o que vivi”, no capitulo dois. A partir desta anotação sobre o capitulo dois, podemos levantar a seguinte observação: o autor relata, nada mais nada menos, do que a realidade, porém, em muitos momentos faz mistérios sobre fatos que em nossa cabeça, durante a leitura, já temos certeza, mas como Barthes afirma, nem tudo é claro na vida ou nos livros.

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  • Feliz ano velho – Marcelo Rubens Paiva (1982). Foi minha leitura mais feliz das férias de alguns anos atrás quando comprei este livro em 2012. Feliz ano velho é uma autobiografia e relata o acidente que deixou Paiva tetraplégico após pular em uma praia, relata os momentos de dor e momentos extremamente felizes, momentos da vida, de uma vida cheia de coisas para se contar. Relata os amores, a família, as pessoas todas, fala da simplicidade de viver e da mesma felicidade que também e principalmente é viver.

 

  •  A culpa é das estrelas – John Green (2012). Não é um conto de fadas, muito menos uma história de uma menina com câncer. É um relato sobre o que é viver com intensidade e amor em meio ao caos de uma experiência de pré-morte. Nas 219 páginas (excluíndo as de agradecimentos) John Green, autor do livro A culpa é das estrelas, nos prende com histórias cruzadas entre: Hazel Grace, uma adolescente com uma doença em estado terminal que não frequenta a escola há três anos/ Um menino chamado Augustus, que a conhece em um grupo de apoio para crianças com câncer/ E o autor preferido de Hazel, que parece um lunático, mas é nada mais nada menos que uma pessoa que age com os sentimentos de qualquer outro ser humano da face da terra.

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a imagem em destaque saiu daqui (:

Entrevista com amor

19 de Fevereiro de 2013.

O telefone havia tocado alguns dias antes, talvez sexta feira… Não me recordo exatamente. Depois de alguns meses, esses tão vazios e sem esperança sequer, uma oportunidade do outro lado da linha estava começando a surgir. A voz era feminina, o nome Marta e ela questionou se eu havia me candidatado para uma vaga na revista da Universidade. UAU, mal pude acreditar, uma oportunidade tão grande começara a nascer!

Marquei a data da entrevista meio atrapalhada, pois minhas mãos tremiam de nervoso! Pois bem, 19 de Fevereiro de 2013… 15h… Eu deveria comparecer no bloco B do quarto andar, sala 4B-02 e por ela procurar. Na noite anterior pedi ajuda para a menina que morava comigo, esta já bem experiente, advogada conceituada me aconselhou de todas as formas possíveis e imagináveis.

No dia eu estava claramente nervosa, abotoava e desabotoava a camisa azul que contrastava com a branca de renda por baixo, desdobrava e dobrava a manga, arrumei o cabelo e por volta das 14h30 comecei a me maquiar! Fui com uma amiga até o quarto andar, essa já conhecia bem melhor a universidade, então me ajudou a achar a sala. Eu cheguei uns 20 minutos mais cedo, liguei pro meu pai me acalmar, liguei pra minha mãe e entrei 10 minutos mais cedo – dizem que é de bom tom. Perguntei por Marta e me informaram que ela estava na Reitoria, pensei comigo: hm, do golpe então. Sentei perto da porta e cruzei e descruzei as penas, minha vontade era só cruzar as pernas, mas afinal estava prestes a conseguir um emprego, ou não.

Passou por mim um menino… Me chamou atenção que ele era careca, baixinho e usava piercings e alargadores… Bom, quem me conhece bem sabe que é mais ou menos o que me chama atenção e acho atraente. Ele voltou, sorriu e disse: A Marta já vem — passou e foi sentar. Logo em seguida ela chegou, me recepcionou bem e eu meio sem jeito não sabia se apertava a mão ou dava um olá… então disse oi.

Assim que sentamos ela perguntou se eu conhecia a revista da universidade e eu disse que não (eu conhecia, mas o nervosismo falou mais alto). Então, em seguida ela perguntou qual era a diferença entre revista e livro…. Eu, um tanto quanto ingênua me senti uma pessoa perdida demais e comecei a falar um monte de coisas. Depois de um mini sufoco, ela pediu para um tal de Pedro me passar uma oficina. Educado ao puxar uma cadeira assim que eu levantei, ele começou a falar um monte de coisas engraçadas, mas tentando manter uma posição de estagiário sério… Apesar das bandanas na mesa e os pokemóns na aba do google chrome. “Repare que eu sou um homem de 22 anos que não cresci, tenho pokemons nas minhas abas do google chrome”. A partir daí foram piadas como: Editor, sabe o Ed? Manda para o et, editor de textos, o Alf”. Como não rir?!

Enfim, depois disso tudo troamos algumas ideias rápidas e informações e eu já tava meio que nem aí para como a revista funcionava, mas queria saber quantos piercings e alargadores ele tinha. Depois saí de lá, vi que meu celular não estava comigo, então voltei para buscar. Lá estava ele, já se arrumando para sair guardando o celular na mochila.

Bom, eu não sou stalker social… Tá, ok… Talvez eu seja de leve (tem gente que gosta de jogar no hard, eu jogo no moderado). Então fui até a pagina da universidade, peguei o nome dele na relação da revista, entrei no facebook e achei! De leve, eu só curti a foto do perfil, chequei as informações, vi que alguns gostos batiam com os meus e outros… Eu nunca tinha sequer escutado falar, tanto de música quanto de cinema! Depois de dois dias sem resposta, mandei uma inbox e ele respondeu e me adicionou!

Bom, a partir dai foi mais ou menos uma semana de troca de SMSs e inbox, até que combinamos de nos encontrar! Eu, como sempre, pedi ajuda da menina que mora comigo e ela não deu outra resposta a não ser: Vestido! Pois bem, um dia ensolarado fazia quando o dia 1 de Março nasceu! Tão doce e eu achava que era só por ser o mês que eu completava 20 anos. Trocamos SMSs no dia e combinamos de nos encontrar assim que ele saísse do Estágio e

Se você quer saber o fim dessa história é só deixar nos comentários. Obrigada por ler até aqui e até amanhã, caro leitor. 

Pensamentos do Coração – Resenha

Quando eu estava uma vez em um dos estágios depressivos da minha bipolaridade, uma colega me emprestou um livro que ajudou que eu saísse, aos poucos, desse estágio. Não, caro leitor, poderia sim ser mas não foi um livro de auto ajuda, foi um livro de auto reflexão e este livro se chama Pensamentos do coração – Um tesouro de sabedoria interior. Autora de Você pode curar sua vida, Louise L. Hay traz reflexões sobre momentos e sentimentos, como por exemplo a raiva ou a tristeza, sentimentos muito comuns no estágio depressivo de alguém.

Publicado pela editora Best Seller em 2015, com tradução de Doralice Lima é uma leitura muito prazerosa, onde você irá encontrar formas diversificadas de se encontrar. Eu recomendo que você procure este livro para diferentes momentos de sua vida. Eu estava realmente precisando encontrar forças em mim, acreditar um pouco no meu potencial, sem egocentrismos, questão de auto estima mesmo… E encontrei. Encontrei e recomendo que você leia este livro pois ele ajuda você a entrar num processo de auto conhecimento. Quem você é neste momento? Onde você pode chegar?

Com capítulos divididos entre sentimentos e sensações o livro traz ilustrações e frases motivadoras, que fazem com que você mesmo as repita, por exemplo na frente do espelho, para que haja um processo de auto conhecimento. É uma leitura para ser feita aos poucos, não necessariamente de uma vez só, pois o processo de auto conhecimento é justamente um processo longo e difícil. 

Louise é uma conferencista e instrutora. Durante mais de 25 anos ajudou pessoas em toda parte a descobrir e alcançar o pleno potencial dos próprios poderes crativos para o crescimento e a cura pessoais. Fundadora e presidente da HayHouse. Incs., que distribui livros, CDs, DVDs e outros produtos que contribuem para a cura do planeta.

http://www.louisehay.com/http://www.healyourlife.com/ são alguns sites que você pode visitar para conhecer um pouco mais a autora e seus trabalhos

Nós

5 de abril de 2012 4:11

Feridas expostas, feridas de 6 anos.
Talvez… Talvez não, realmente… Ninguém queria se machucar.
Mas como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco.
A corda arrebentou, arrebentou o coração, arrebentou a pulsação.
Mas, ainda bem que sempre tem alguém que é bom em dar nós.
Nós que não necessariamente enrolam, nós que… Arrumam
Nós demos muitos nós em nossas vidas.
Nós arrumamos muito as nossas vidas.
Nós, eu e você.
Eu e você, nós, nunca deixou de ser nós
Nós mesmo que nós fossemos cada um para seu lado.

a imagem em destaque saiu daqui, viu?

A menina do edredom

Junho de 2013

 

Seu edifício é sustentado por pilares a sete andares, com seus corredores amarelados pelas luzes que acendem com sua chegada e apagam com sua rápida partida. Em direção a porta ela vai e assim, chega e vai cumprimentar seus parentes que tão saudosos esperavam, afinal ausente por cinco dias ela havia ficado. Adentrando  o quarto que era grande, e agora diferente ficou com uma cama a mais jogada por lá, encontra seu edredom colorido como a cama que ela ama, a cama que a ama e assim ela se estira e ama. No calor seu corpo coberto pela metade fica, e as vezes nem pela metade… inteiro mesmo, coberto tem que ficar para protege-la de todo o mal, amem.

 

Com chuva ou sol, seus cabelos enrolados apoiam-se na cama, seguindo a forma como seu corpo estirado na cama está. Seu lençol é colorido, como assim ela gostaria que sempre sua vida pudesse ser. A cortina nem sempre está aberta, mas sempre há a sensação de paz. O sol nem sempre transcende a janela aberta, mas quando transcende, mesmo assim, ela continua na cama.

 

No inverno… que gostoso! O céu fica escuro pela manhã, abrindo para balanço no almoço, fechando de tarde e de noite, aquela sensação gostosa, tudo sendo observado de sua cama, que sempre arrumada está. Sempre muito cheiroso e esticado, seu edredom é logo bagunçado, e no emaranhado encontram-se sapos, não de verdade, ainda bem, mas daqueles fofos de pelúcia; somam três, um para o meio das pernas, afinal nenhuma coluna é de outro mesmo aos 19 anos, outro para apoiar o braço dela, e o mais recente de todos, serve para ela não só sentir protegida, como segurar na mão dele, com os dedos separados… a sensação que ela tem é a mesma quando pedia para sua mão dar a mão quando iam dormir na mesma cama.

 

Seja qual estação for, a sua preferida é a parada final, aquela que traz depois de tudo, um pouco de paz com várias cores, e assim ela se enrola com seu edredom e com ele faz confissões as quais jamais cogitou a possibilidade de contar à alguém, nem mesmo sua psicóloga sabe delas. Não importa o que a traga aqui novamente, ela estará totalmente protegida, segura e longe de todos os males se um edredom no corpo tiver.

Recomeço.

Luíza não conseguiu mesmo optar por fazer o curso no Acre ou em outro estado deste nosso Brasil… Mas, ela aceitou pois doía menos, risos e escolheu: PUC, CASPER LIBERO, USP, UNESP, UNICAMP e, claro, o ENEM pra tentar não só a UNESP mas qualquer outra universidade fora de São Paulo (a esperança é a última que morre, caro leitor? Dizem isso)

No fim deu PUC-SP mesmo, olha só, pertinho de Santos.. Sua mãe ficaria muito contente! Que felicidade, sim! O maior susto bom que Luíza já viu sua mãe tomar foi quando ela anunciou que tinha passado na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que orgulho Cátia sentiu. Como foi este dia?

Luíza estava deitada em sua cama, já era madrugada adentro, aproximadamente 2h30 da manhã… Ela tinha insônia… Para o pânico de Cátia!!! Isso deixava Luíza sonolenta para o cursinho logo cedo!!! Luíza já tinha perdido um pouco daquela esperança, aquela mesma que falei anteriormente… E foi checar as últimas listas da CASPER e PUC, pois as outras? Ish, Luíza nem para a segunda fase foi convocada, coitada… Estava na pior… Com o pânico de ter que ir para o segundo ano de cursinho… MAS Luíza achou seu nome na lista!

Achou seu nome na lista, que alívio. Era Janeiro, férias, seu pai estava na cidade e ela não raciocinou e nem quis saber se ele estava dormindo, ligou e gritou com ele no telefone! Ele gritou de volta, ele gritava: VOCE PASSOU NA PONTIFICA UNIVERSIDADE CATOLICA DE SAO PAULO!! Depois ela ligou para sua irmã, que sonolenta disse: legal, bia, tchau.. tô dormindo, beijo. Obviamente, delicadamente ela sacudiu sua mãe e disse baixinho: mãe, acorda… eu passei na puc, eu passei.. Mas, a mãe de Luíza também estava extremamente sonolenta e disse: legal filha, amanhã a gente se fala… Na manhã seguinte…

— Luíza, você disse que passou onde? – A mãe disse enquanto já se arrumava para sair para o trabalho.

— Na PUC-SP, mãe… – Agora Luíza sonolenta — (…) e tem que fazer matrícula hoje, último dia.

— ULTIMO DIA? COMO ASSIM? TEM QUE LIGAR PRO SEU PAI, NAO VOU CONSEGUIR IR COM VOCE, MEU DEUS QUE FELICIDADE, MINHA FILHA!!! – A mãe começa a carregar tudo que vê pela frente, inclusive carteira das vacinas da menina!

— Luíza, acorda agora, anda, filha! Olha, veja se seu pai pode ir com você porque eu tenho de trabalhar agora e não posso faltar hoje, tenho que ir para uma escola na Praia Grande! Tá tudo aqui, tá? Vai lá e me dá notícia!

Luíza foi, foi feliz demais. Luíza vestia calça jeans, moletom e obvio, chinelo em seus pés, caiçara como é.. Não vai deixar de calçar o chinelo e quase todos ali calçavam sapato fechado… Mas, como pisciana que é e acredita, ela não ligou muito, estava mesmo era maravilhada com aquela universidade, com aquelas paredes e portões, até os portões encantavam Luíza! Quando ela viu a placa então, caiu no chão… Uma placa de vidro com o símbolo da universidade… Lá estava: PUC-SP, abaixo: Campi Perdizes. “PERDIZES? Pensou Luíza! Cadê aquele nomão?!”

— Próximo! – chamaram as duas pessoas na mesa

— Oi, eu vim me matricular na Letras… Aqui, né? Tá.

— Só preencher este contrato aqui, moça…

Era o primeiro contrato que Luíza ia preencher com 18 anos completos, o primeiro de muitos que estavam por vir… Ah, Luíza menina!! Olhou para seu pai, Mário M. S. e deu prosseguimento ao preenchimento, nunca sentiu tanta felicidade como naquele dia. Mais felicidade ainda foi quando chegou em Santos e pôde dizer para a sua mãe:

— Obrigada por falar a palavra cursinho naquele dia, dizem que uma imagem valem mais que mil palavras na fotografia, aqui… Eu quero agora criar uma outra frase antes de tirar uma foto com você: uma palavra pode mudar tudo na sua vida, assim como a vírgula. Cursinho me fez enxergar o curso que escolhi, a faculdade que eu quis e que fui tão decidida fazer a matrícula… Assim como você me fez enxergar o mundo no dia que eu nasci e ele só faz sentido pra mim porque você está aqui hoje. Obrigada, mãe.

A mãe de Luíza caiu no choro de felicidade e nem conseguiu dizer mais nada, só tirar a foto! Eita menina Luíza, eu disse para você no começo, não disse? Tudo dá certo no fim, se não deu certo é porque não chegou ao fim, MAS, atenção… Você chegou em mais um fim para começar outra parte de sua vida, aqueles anos tão esperados por você! Viva eles, delicie-se, durma até mais tarde nos dias que tiver vontade. Um conselho? Viva, mais ou menos, como aquela letra da música de Chico Buarque: Eu faço samba e amor até mais tarde… E tenho muito sono de manhã… Escuto a correria da cidade, que arde e apressa o dia de amanhã. 

FIM.

Nota de observação do amor:

O conto chegou ao fim, caro leitor. Todos os últimos três textos que estão em destaque de forma separada é uma coisa só. Sim, um conto só, mas, dividimos para não perder a graça de te deixar curioso do que ia acontecer com Luíza. O conto é dedicado para a mãe da autora do blog, em homenagem ao aniversário dela.

Obrigada por ler se você chegou até o fim, não esqueça de deixar seu comentário, crítica, dúvida ou sugestão!! 🙂

Meio

Luíza escutou outro dia sua irmã, Vitória, que indagou o porquê de Luíza não cursar LETRAS, sim, letras em vez de jornalismo… E claro que Luíza foi procurar sobre o curso… Foi checar a grade curricular para ver as matérias… Aquelas que ela teria de enfrentar pelos quatro anos de sua vida, os quatro primeiros mais emocionantes.

Ela se apegou ao nome do curso pois Luíza gosta muito de nomes, acha muito bonito… Inclusive o nome que ela gostaria de dar para sua filha, caso tivesse uma um dia, seria Vitória (o mesmo nome de sua irmã). É… Enfim, isso talvez não venha muito ao caso agora, mas, né, enfim.

Nomes são bonitos para Luíza e ela já sonhava com a força do nome do curso: LETRAS, mesmo com o espanto de algumas pessoas e pré julgamento de outras. Ela nem tinha decidido e já sonhava: Luíza M. S. formanda do curso de Letras – Bacharel em Língua Inglesa. Ai, que sonho, bacharela eu! Quero ser TRADUTORA DE MANDARIM NA ONU. Sua mãe dava risada com esses sonhos, mas até que achava bonitinho, sonhar ainda não nos custa nada, não é mesmo, cara~o leitora~or

Luíza gostou dos nomes que viu: Introdução à Literatura: Natureza e Função
(OLHA ESSE NOME, FUNÇAO!)
Será que Luíza estava perto então de encontrar o famoso: “pra quê serve isso?” da escola. 

Luíza, então, decidiu que era Letras que queria cursar, mas a ideia do Acre… Ah, as viagens de Luíza… Essa ideia não saiu de sua cabeça, porém… Planeta terra chamando, caro leitor! Por enquanto, sua mãe Cátia não ia deixar de jeito nenhum ela sair de perto da cidade de Santos – SP, o mais longe que Luíza foi nas Letras foi: S – ã – o / P – a – u – l – o, sim a cidade de São Paulo!

Por enquanto… Por enquanto…

(…)

Será que acabou aqui a história de Luíza? Não, cara~o leitora~or.
Ela continua amanhã, quinta feira, e chega ao fim.  

Foto extraída de arquivo pessoal. Outubro de 2011. Serra de ligação entre Santos e São Paulo, sentido Santos – SP. 

Começo

Luíza estava indecisa, não sabia ao certo ainda o que cursar na faculdade. Acordou em uma tarde, mais uma, sem saber o que fazer e, para sanar essa poeira nebulosa que estava em sua cabeça decidiu falar com sua mãe, sim, a sua mãe saberia a resposta!

Cátia, sua mãe, já tinha certa idade (quase 60 anos, uau!) SES SENTA ANOS DE  VIDA, de experiência… Sim, ela saberia qual resposta dar para Luíza. Então deu-se a luz: Cursinho.

— Cursinho? — Espantou, Luíza

— Ora, minha filha, você já tem 18 (DEZOITO) anos! Uma jornada pequena, mas há de querer agora saber o que fazer: trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro? A coisa nunca andou fácil por aqui, você sabe… Intercâmbio? Só se você trabalhar e for por conta própria.

— PFF… Então eu NUNCA vou para fora do país… Vai demorar UMA DECADA para isso acontecer!!

— Luíza… Uma década? Que exagero, em? O dólar AINDA não está lá aquelas coisas… Bom, você quem sabe? Cursinho = faculdade / Técnico = um bom caminho para se encontrar / Trabalhar e só trabalhar… Claro, ajudando em casa.

— Sim… Vou ficar com o cursinho mesmo! Quero descobrir a universidade, quero descobrir um mundo novo. Eu vou cursar ENGENHARIA NAVAL no ACRE.

— Apesar de eu acreditar que o ACRE realmente existe… Engenharia Naval? Você sabe que fazer um cruzeiro e construir um navio são coisas BEEEEM distintas, não sabe?

— Sim.. Dá de eu repensar um pouco, acho que o cursinho vai ajudar. Obrigada, mãe!! Você realmente sabe de tudo!!

(…)

E assim, após este breve diálogo com sua mãe a Luíza realmente soube o que fazer: cursinho para escolher uma faculdade, pois é, ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!

Eu sei que o cursinho pode ser uma coisa que dá o maior frio na barriga… Aquela pressão de não saber no que vai dar a prova que você vai fazer ao fim do ano, uma prova só (entre várias) uma só para entrar naquela única universidade que você mais deseja, seja ela particular ou pública, com bolsa ou sem… Você só deseja passar na prova e pronto, para enfrentar os quatro anos mais deliciosos e emocionantes da sua vida.

 Hoje eu diria que são só os quatro primeiros emocionantes… Mas, bem… Você, Luíza, ainda está sentada na carteira do cursinho, não é mesmo? E agora, Luíza, o que vai fazer? Medicina? Veterinária? Ou algo mais puxado… hm.. para humanas? Direito? Já sei! Jornalismo! Ou Letras! Ai ai ai… São muitas opções… Mas fique tranquila, assim como sua mãe teve uma luz para seu caminho… Agora você é quem vai ter esta mesma luz, só que para escolher o seu curso; escolher o curso dentro do cursinho!

(…)

(…)”ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!”

Boa sorte, Luíza, no fim tudo dá sempre certo! Minha mãe também dizia isso! Aaah, não esqueça o que famosos diziam: se não deu certo? Você não chegou ao fim!! Força 🙂

Foto extraída de arquivo pessoal, janeiro 2012 balsa de Bertioga para Guarujá no Litoral de SP.