Recomeço.

Luíza não conseguiu mesmo optar por fazer o curso no Acre ou em outro estado deste nosso Brasil… Mas, ela aceitou pois doía menos, risos e escolheu: PUC, CASPER LIBERO, USP, UNESP, UNICAMP e, claro, o ENEM pra tentar não só a UNESP mas qualquer outra universidade fora de São Paulo (a esperança é a última que morre, caro leitor? Dizem isso)

No fim deu PUC-SP mesmo, olha só, pertinho de Santos.. Sua mãe ficaria muito contente! Que felicidade, sim! O maior susto bom que Luíza já viu sua mãe tomar foi quando ela anunciou que tinha passado na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que orgulho Cátia sentiu. Como foi este dia?

Luíza estava deitada em sua cama, já era madrugada adentro, aproximadamente 2h30 da manhã… Ela tinha insônia… Para o pânico de Cátia!!! Isso deixava Luíza sonolenta para o cursinho logo cedo!!! Luíza já tinha perdido um pouco daquela esperança, aquela mesma que falei anteriormente… E foi checar as últimas listas da CASPER e PUC, pois as outras? Ish, Luíza nem para a segunda fase foi convocada, coitada… Estava na pior… Com o pânico de ter que ir para o segundo ano de cursinho… MAS Luíza achou seu nome na lista!

Achou seu nome na lista, que alívio. Era Janeiro, férias, seu pai estava na cidade e ela não raciocinou e nem quis saber se ele estava dormindo, ligou e gritou com ele no telefone! Ele gritou de volta, ele gritava: VOCE PASSOU NA PONTIFICA UNIVERSIDADE CATOLICA DE SAO PAULO!! Depois ela ligou para sua irmã, que sonolenta disse: legal, bia, tchau.. tô dormindo, beijo. Obviamente, delicadamente ela sacudiu sua mãe e disse baixinho: mãe, acorda… eu passei na puc, eu passei.. Mas, a mãe de Luíza também estava extremamente sonolenta e disse: legal filha, amanhã a gente se fala… Na manhã seguinte…

— Luíza, você disse que passou onde? – A mãe disse enquanto já se arrumava para sair para o trabalho.

— Na PUC-SP, mãe… – Agora Luíza sonolenta — (…) e tem que fazer matrícula hoje, último dia.

— ULTIMO DIA? COMO ASSIM? TEM QUE LIGAR PRO SEU PAI, NAO VOU CONSEGUIR IR COM VOCE, MEU DEUS QUE FELICIDADE, MINHA FILHA!!! – A mãe começa a carregar tudo que vê pela frente, inclusive carteira das vacinas da menina!

— Luíza, acorda agora, anda, filha! Olha, veja se seu pai pode ir com você porque eu tenho de trabalhar agora e não posso faltar hoje, tenho que ir para uma escola na Praia Grande! Tá tudo aqui, tá? Vai lá e me dá notícia!

Luíza foi, foi feliz demais. Luíza vestia calça jeans, moletom e obvio, chinelo em seus pés, caiçara como é.. Não vai deixar de calçar o chinelo e quase todos ali calçavam sapato fechado… Mas, como pisciana que é e acredita, ela não ligou muito, estava mesmo era maravilhada com aquela universidade, com aquelas paredes e portões, até os portões encantavam Luíza! Quando ela viu a placa então, caiu no chão… Uma placa de vidro com o símbolo da universidade… Lá estava: PUC-SP, abaixo: Campi Perdizes. “PERDIZES? Pensou Luíza! Cadê aquele nomão?!”

— Próximo! – chamaram as duas pessoas na mesa

— Oi, eu vim me matricular na Letras… Aqui, né? Tá.

— Só preencher este contrato aqui, moça…

Era o primeiro contrato que Luíza ia preencher com 18 anos completos, o primeiro de muitos que estavam por vir… Ah, Luíza menina!! Olhou para seu pai, Mário M. S. e deu prosseguimento ao preenchimento, nunca sentiu tanta felicidade como naquele dia. Mais felicidade ainda foi quando chegou em Santos e pôde dizer para a sua mãe:

— Obrigada por falar a palavra cursinho naquele dia, dizem que uma imagem valem mais que mil palavras na fotografia, aqui… Eu quero agora criar uma outra frase antes de tirar uma foto com você: uma palavra pode mudar tudo na sua vida, assim como a vírgula. Cursinho me fez enxergar o curso que escolhi, a faculdade que eu quis e que fui tão decidida fazer a matrícula… Assim como você me fez enxergar o mundo no dia que eu nasci e ele só faz sentido pra mim porque você está aqui hoje. Obrigada, mãe.

A mãe de Luíza caiu no choro de felicidade e nem conseguiu dizer mais nada, só tirar a foto! Eita menina Luíza, eu disse para você no começo, não disse? Tudo dá certo no fim, se não deu certo é porque não chegou ao fim, MAS, atenção… Você chegou em mais um fim para começar outra parte de sua vida, aqueles anos tão esperados por você! Viva eles, delicie-se, durma até mais tarde nos dias que tiver vontade. Um conselho? Viva, mais ou menos, como aquela letra da música de Chico Buarque: Eu faço samba e amor até mais tarde… E tenho muito sono de manhã… Escuto a correria da cidade, que arde e apressa o dia de amanhã. 

FIM.

Nota de observação do amor:

O conto chegou ao fim, caro leitor. Todos os últimos três textos que estão em destaque de forma separada é uma coisa só. Sim, um conto só, mas, dividimos para não perder a graça de te deixar curioso do que ia acontecer com Luíza. O conto é dedicado para a mãe da autora do blog, em homenagem ao aniversário dela.

Obrigada por ler se você chegou até o fim, não esqueça de deixar seu comentário, crítica, dúvida ou sugestão!! 🙂

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Meio

Luíza escutou outro dia sua irmã, Vitória, que indagou o porquê de Luíza não cursar LETRAS, sim, letras em vez de jornalismo… E claro que Luíza foi procurar sobre o curso… Foi checar a grade curricular para ver as matérias… Aquelas que ela teria de enfrentar pelos quatro anos de sua vida, os quatro primeiros mais emocionantes.

Ela se apegou ao nome do curso pois Luíza gosta muito de nomes, acha muito bonito… Inclusive o nome que ela gostaria de dar para sua filha, caso tivesse uma um dia, seria Vitória (o mesmo nome de sua irmã). É… Enfim, isso talvez não venha muito ao caso agora, mas, né, enfim.

Nomes são bonitos para Luíza e ela já sonhava com a força do nome do curso: LETRAS, mesmo com o espanto de algumas pessoas e pré julgamento de outras. Ela nem tinha decidido e já sonhava: Luíza M. S. formanda do curso de Letras – Bacharel em Língua Inglesa. Ai, que sonho, bacharela eu! Quero ser TRADUTORA DE MANDARIM NA ONU. Sua mãe dava risada com esses sonhos, mas até que achava bonitinho, sonhar ainda não nos custa nada, não é mesmo, cara~o leitora~or

Luíza gostou dos nomes que viu: Introdução à Literatura: Natureza e Função
(OLHA ESSE NOME, FUNÇAO!)
Será que Luíza estava perto então de encontrar o famoso: “pra quê serve isso?” da escola. 

Luíza, então, decidiu que era Letras que queria cursar, mas a ideia do Acre… Ah, as viagens de Luíza… Essa ideia não saiu de sua cabeça, porém… Planeta terra chamando, caro leitor! Por enquanto, sua mãe Cátia não ia deixar de jeito nenhum ela sair de perto da cidade de Santos – SP, o mais longe que Luíza foi nas Letras foi: S – ã – o / P – a – u – l – o, sim a cidade de São Paulo!

Por enquanto… Por enquanto…

(…)

Será que acabou aqui a história de Luíza? Não, cara~o leitora~or.
Ela continua amanhã, quinta feira, e chega ao fim.  

Foto extraída de arquivo pessoal. Outubro de 2011. Serra de ligação entre Santos e São Paulo, sentido Santos – SP. 

Começo

Luíza estava indecisa, não sabia ao certo ainda o que cursar na faculdade. Acordou em uma tarde, mais uma, sem saber o que fazer e, para sanar essa poeira nebulosa que estava em sua cabeça decidiu falar com sua mãe, sim, a sua mãe saberia a resposta!

Cátia, sua mãe, já tinha certa idade (quase 60 anos, uau!) SES SENTA ANOS DE  VIDA, de experiência… Sim, ela saberia qual resposta dar para Luíza. Então deu-se a luz: Cursinho.

— Cursinho? — Espantou, Luíza

— Ora, minha filha, você já tem 18 (DEZOITO) anos! Uma jornada pequena, mas há de querer agora saber o que fazer: trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro? A coisa nunca andou fácil por aqui, você sabe… Intercâmbio? Só se você trabalhar e for por conta própria.

— PFF… Então eu NUNCA vou para fora do país… Vai demorar UMA DECADA para isso acontecer!!

— Luíza… Uma década? Que exagero, em? O dólar AINDA não está lá aquelas coisas… Bom, você quem sabe? Cursinho = faculdade / Técnico = um bom caminho para se encontrar / Trabalhar e só trabalhar… Claro, ajudando em casa.

— Sim… Vou ficar com o cursinho mesmo! Quero descobrir a universidade, quero descobrir um mundo novo. Eu vou cursar ENGENHARIA NAVAL no ACRE.

— Apesar de eu acreditar que o ACRE realmente existe… Engenharia Naval? Você sabe que fazer um cruzeiro e construir um navio são coisas BEEEEM distintas, não sabe?

— Sim.. Dá de eu repensar um pouco, acho que o cursinho vai ajudar. Obrigada, mãe!! Você realmente sabe de tudo!!

(…)

E assim, após este breve diálogo com sua mãe a Luíza realmente soube o que fazer: cursinho para escolher uma faculdade, pois é, ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!

Eu sei que o cursinho pode ser uma coisa que dá o maior frio na barriga… Aquela pressão de não saber no que vai dar a prova que você vai fazer ao fim do ano, uma prova só (entre várias) uma só para entrar naquela única universidade que você mais deseja, seja ela particular ou pública, com bolsa ou sem… Você só deseja passar na prova e pronto, para enfrentar os quatro anos mais deliciosos e emocionantes da sua vida.

 Hoje eu diria que são só os quatro primeiros emocionantes… Mas, bem… Você, Luíza, ainda está sentada na carteira do cursinho, não é mesmo? E agora, Luíza, o que vai fazer? Medicina? Veterinária? Ou algo mais puxado… hm.. para humanas? Direito? Já sei! Jornalismo! Ou Letras! Ai ai ai… São muitas opções… Mas fique tranquila, assim como sua mãe teve uma luz para seu caminho… Agora você é quem vai ter esta mesma luz, só que para escolher o seu curso; escolher o curso dentro do cursinho!

(…)

(…)”ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!”

Boa sorte, Luíza, no fim tudo dá sempre certo! Minha mãe também dizia isso! Aaah, não esqueça o que famosos diziam: se não deu certo? Você não chegou ao fim!! Força 🙂

Foto extraída de arquivo pessoal, janeiro 2012 balsa de Bertioga para Guarujá no Litoral de SP.