500 Days of Summer

O filme do diretor Mark Webb que ganhou em 2010 o prêmio de melhor Independent Spirit de melhor roteiro veio para o blog hoje. 500 days of summer (500 dias com ela) é um filme inspirador que traz à tona muitos questionamentos sobre os relacionamentos atuais, expectativas e realidades. Tom conhece Summer no escritório onde ele trabalha, os dois se conhecem dentro de um elevador onde Summer diz uma das frases que marca o filme: “I love The Smiths” e então Tom se apaixona por ela imediatamente.

A narrativa é construída de forma não linear com saltos entre o período de 500 dias, sendo que o fundo dos dias muda conforme o humor da cena a ser apresentada, se está tudo bem o fundo é claro e cheio de passarinhos, caso contrário o que o expectador encontra é um fundo sempre nebuloso com ameaça de temporal. Além disso o filme traz referências de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, onde em uma sala de cinema Tom relembra um dos dias com Summer, como se aquilo fosse um filme de sua vida passando bem ali, na tela do cinema. Summer não estava procurando um relacionamento sério e tentou deixar isso claro para Tom mais de uma vez que, por sua vez, estava criando expectativas e acabou frustrando-se com as mesmas. O que o filme traz de novo em seu roteiro é a forma como a história é construída, com os saltos intercalados que ela dá para o expectador, criando uma justamente expectativa de saber o fim daquele momento e o fim da história, já que afinal de contas o filme não segue uma ordem exata.

Tom deixa o escritório em que trabalhou por três anos, após a saída de Summer, mas não deixa o escritório porque Summer não está mais lá, Tom vai descobrir novas paixões de sua vida, um novo sentido para ela e o que ele realmente gosta de fazer, arquitetura. Summer e Tom viveram um longo e delicioso amor de verdadeiro verão. No dia 488 Tom e Summer se encontram pela terceira vez pós termino e quando foi o dia 23 de maio Tom vai fazer mais uma das entrevistas que estavam marcadas para seu novo emprego dentro de sua área, quando conhece Autumn. O filme deixa uma ponta aberta em sua tradução no nome, 500 dias com ela, pois justamente no 500 dia Tom…

Ah, caro leitor, achou mesmo que eu ia te contar? Espero que tenha gostado da resenha e deixe nos comentários o que achou do filme depois de assistir. Confira aqui o trailer (:

*N.A = Summer em inglês significa verão

*N.A – Autumn em inglês é outono. 

Falar do transtorno bipolar é extremamente delicado, mas o filme “O lado bom da vida” sabe retratar isso muito bem e o que Pat, protagonista da história, tem. O filme conta a história de Pat após ele deixar um hospital psiquiátrico por conta de um ataque ao amante de sua esposa, cujo qual encontrou no chuveiro com ela, na casa deles.

A mãe de Pat resolve assumir a responsabilidade por ele, quando o tira do hospital em um acordo com a justiça, sob a condição de que Pat tome os medicamentos os quais não tomava no hospital.

Até que um dia acontece um jantar na casa do amigo e vizinho de Pat… E então ele conhece Tifanny, recém viúva, dançarina e que também gosta de correr como Pat. Ela vai mudar a vida dele ou ele vai mudar a vida dela? O que se sabe desde o início é que na vida de ambos existe um lado bom, o lado bom da vida, e todos precisamos ver! 🙂

O transtorno bipolar de Pat reflete um tipo de transtorno, uma doença que tem dois níveis: 1 e 2 e, para ambos os níveis e detectar a doença é necessário que você consulte o seu médico, procurando ajuda para saber se você realmente sofre de transtorno bipolar e qual é o tratamento adequado para o seu caso. 

 p.S corre pro netflix e olha aqui o trailer olha (:

4 filmes para as férias 

a imagem em destaque saiu daqui

As férias chegaram e uma das melhores coisas é poder ficar em casa vendo vários filmes super divertidos, outros nem tanto e alguns de ação e aventura, tudo isso para deixar as férias mais divertidas!

Falando em filmes, hoje o blog traz para você, caro leitor, uma listinha de quatro filmes que você não pode deixar de ver nessas férias em algum momento! 🙂

Pronto? Lá vamos nós

  • O fabuloso destino de Amélie Poulain: Lançado em 8 de fevereiro de 20o2, o filme francês retrata a vida da jovem Amélie após deixar o subúrbio onde vivia com a família. Interpretada por Audrey Tautou, Amélie faz papel de uma garçonete que adora desvendar mistérios sobre a vida dos outros e participar do destino deles, mas e ela? Qual é o destino de Amélie? Uma garçonete em Paris, num café que quase todo dia faz tudo sempre igual, quase todo dia..

 

  • A era do rádio: filme de 1987, comédia escrita e dirigida por Woody Allen vem contar um pouco sobre as lembranças de um garoto e sua família judia em Nova York, durante a segunda guerra mundial. Com um elenco de peso: Seth Green, Julie Kavn, Diane Wiest, Mia Farrow, Danny Aiello e Diane Keaton,  a força do radio é apresentada por Sally White, que busca incansavelmente trabalhar em um programa de rádio.

 

  • Minha mãe é uma peça: 2 – O filme que foi sucesso de bilheteria em sua primeira parte retornou aos cinemas na quinta feira passada. Minha mãe é uma peça – 2 continua a história de Dona Hermínia que ficou rica com o programa bem sucedido de TV, porém, seus filhos resolvem sair de casa e se mudar, ou seja, lá vem a síndrome de ninho vazio para lidar. O que será que Dona Hermínia vai aprontar para superar essa crise? Será que ela vai aceitar?

 

  • 500 dias com ela: Um filme contado ao contrário, 500 dias com ela traz a história de Tom Hansen, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, que é apresentado para Summer Finn (Zooey Deschanel). Os dois tem gostos em comum como a banda The Smiths, e Summer completa: “I Love The Smiths”. Depois disso e uma noite de karaokê, Summer e Tom começam um romance de 500 dias, alguns bons e outros nem tanto. Venha descobrir o porquê dando o play (:

 

 

6 filmes <3 de natal

O natal tá chegando e sempre tem aqueles filmes que nunca saem de moda, por mais que os anos passem. Finalmente é chegado o momento em que se pode ficar na frente da televisão esperando a sessão da tarde começar, junto com a pipoca e o guaraná. O blog traz hoje uma pequena lista que vai te fazer viajar no tempo, junto com alguns filmes que nunca saíram de moda. Pega a pipoca, o guaraná e não esqueça de apertar o play

  • Home alone (Esqueceram de mim) – 1990. Comédia de 1h55min

 

  • O Grinch – 2000. Fantasia de 1h45min

 

  • Férias frustradas de natal – 1989. Comédia de 1h37

 

  • Simplesmente amor – 2003. Comédia dramática de 2h16

 

  • Pode me chamar de Noel – 2001. Drama de 1h30

 

  • Edward Mãos de Tesoura – 1990. Drama de 1h45

 

Se você quer uma resenha separadamente de cada um é só deixar nos comentários, caro leitor. (:

 

O lar das crianças peculiares – Resenha

Com um roteiro de Jane Goldman o diretor Tim Burton (1958) inovou em seu novo longa O lar das crianças peculiares (2016). Com traços de Alice no país das maravilhas e um toque que lembra Harry Potter As cronicas de Narnia: O leão, a feiticeira e o guarda roupa em determinados trechos (como na cena em que  Jake ultrapassa uma passagem secreta e na outra em que esta submerso na agua) o filme é o típico longa para a família inteira assistir, inclusive e principalmente as crianças. Estreou dia 29 de Setembro no Brasil, contando com algumas sessões ainda em português. O filme que traz toques de aventura e cenas de suspense extremo, conta com uma moral que será única para cada expectador, superando as expectativas iniciais de um filme que aparentava ser mais um de suspense.

O jovem Jake (Asa Butterfield) é o típico adolescente onde se encontra em crise e sofre bullying dos colegas na escola, mas trabalha para ajudar os pais em casa, pais estes que não olham muito para o garoto até a morte de seu avô, interpretado por Terence Stamp. Jake suspeita até o fim da morte de seu avô e acredita fielmente nas histórias que o mesmo contava para ele quando criança, histórias de terror sempre contadas antes do garoto dormir; porém nem o pai e muito menos a mãe de Jake acreditam nele, levando-o em uma psicóloga, achando que o garoto esta sofrendo de delírios pós morte de seu avô.

Jake insiste em fazer uma viagem para O lar das crianças peculiares e lá encontra crianças que são tão peculiares quanto ele mesmo. Com um roteiro incrível e música de Mike Highman e Matthew Margeson, baseado na obra de Ransom Riggs vale a pena assistir em 3D e da poltrona do cinema, corra para ainda ver #olardascriancaspeculiares.

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Confira o trailer aqui

Mãe, só há uma – Resenha Filme

O que você faria se soubesse que seu filho, depois que chegou ao mundo, não poderá ser entregue para você… Pois… Ele sumiu da maternidade?

“Não esquece o casaco, vai chover”; “Deixei a comida pronta da semana, tá?” “Carne só de sábado, prestou atenção? Nos outros dias tem as comidas prontas também” “O dinheiro tá aqui, olha, nesse pote em cima da geladeira, qualquer emergência você pega aqui, tá?”. Talvez essas frases não pudessem ser ditas, talvez você, criança que sumiu não escutasse essas frases, mas… Só talvez mesmo.

Essas frases são faladas por todas as mães, ok… Isso não é uma “novidade” para ninguém; a novidade é o que Mãe, só há uma traz para nós, expectadores. Título do filme, belíssimo e impactante, escrito e dirigido por Anna Muylaert, mesma diretora do aclamado e premiado Que horas ela volta?, baseado numa história realCom enquadramento e fotografia detalhista, quase intimista, traz abaixo o retrato de uma família brasileira, que vai mudar do dia para noite, em decorrência de um teste de DNA (deoxyribonucleic acid – ácido desoxirribonucleico); teste de DNA que Pierre (nome verdadeiro) tem de fazer, também do dia para a noite.

Pierre é um adolescente, quase quase alcançando a tão sonhada “maior idade”. Pierre gosta de tocar na sua banda de rock, ir para festas com seus amigos e ficar tanto com garotas quanto com garotos. A questão de gênero é um dos pontos muito bem explorados de forma positiva no filme, quando em uma determinada cena ele resolve sair do provador de roupas de uma loja unissex de vestido; pronto, aqui temos a verdadeira quebra de tabus e pré conceitos de uma sociedade que pensa em roupa de mulher vs roupa de homem, macho. 

Pierre questiona o tempo todo, a partir do teste de DNA o seu nome, seu verdadeiro nome, seu nome que foi colocado em sua certidão de nascimento. Pierre tem uma irmã, mais nova, que também sumiu da maternidade; mas esta irmã de Pierre, apesar de gostar MUITO de televisão, ela não sonha em ir para a Disney… Financeiramente é uma coisa muito distante da cabeça dela, ela parece quase o tempo todo muito bem conformada com a classe social a qual pertence.

Bom, caro-a leitor-a… Será que até aqui eu te dei pistas ou spoiler do que te aguarda? Acredito que ainda possa estar em cartaz em alguns cinemas do Brasil il il, mas aqui na cidade de Santos, infelizmente, já foi. Vou deixar abaixo o trecho para vocês entenderem o que eu quis dizer na resenha, tá? 🙂 

Clica aqui, corre pra ver o trailer ❤

Julieta – Resenha

“Sua ausência enche minha vida e depois destrói”.

Com essa frase o filme Julieta, o novo longa metragem de Pedro Almodóvar  que estreou nos cinemas do Brasil no dia 7 de julho de 2016, prende a respiração de qualquer expectador. Não, ele não poderia trazer menos drama que os filmes anteriores e a carga só aumenta com o desenrolar da história que misteriosamente, assim como todas as sequências, termina meio “ué, acabou?”. AAAAH! O filme surgiu a partir de três contos da renomada escritora Alice Munro!!

Julieta está prestes a se mudar para Portugal com seu namorado quando, não mais que de repente após um encontro inesperado, ela decide não partir, não antes sem colocar um ponto final em um pedaço de seu passado, mas aqui eis a dúvida: será que colocou um ponto final? Tem certos momentos em nossa vida, cara (o) leitora (or) que não podemos mais escapar de assuntos resolvidos pela metade, não é mesmo?

Fazer o expectador sentir da poltrona as emoções que os personagens sentem não é tarefa fácil, mas Almodóvar não deixa barato com cenas de sexo fortíssimas, cenas estas que retratam exatamente o que a relação sexual (quando consentida – como sempre deve ser) é de fato, o que dois corpos procuram uns nos outros quando o sentimento aflora.

Verifique a classificação indicativa.

Julieta narra sua própria história sob diferentes momentos e o longa se arrasta entre passado e presente, o que deixa qualquer expectador com os olhos fixados nas sequências; além disso, são trabalhadas cores fortes tanto nos cenários quanto nas roupas dos personagens, sem contar a fotografia e a trilha sonora, ambas ma ra vi lho sas.

O filme merece toda atenção do tempo de duração: 2h aproximadamente! Recomendo e muito! 🙂

Abaixo você decide qual a melhor organização, se é que o amor realmente tem uma:

Bia que amava Antía / Antía que amava Xoan / Xoan que amava Ava / Ava que amava Lorenzo e Lorenzo que amava …

Bom filme, depois não deixe de escrever o que achou, em? ❤ 

Trailer do filme aqui 🙂

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How I Met Your Mother

19/06/2014 (25 revisões)
Em 21 anos eu nunca tinha visto uma série de televisão inteira, digo, da primeira até a última temporada. Não, nunca vi friends (mentira, hoje já vi TODAS as temporadas, avancei na vida).

 Comecei a assistir How I Met Your Mother em 2012 (!!). Em 2013 eu comecei a namorar um cara incrível e nos primeiros meses de namoro nosso programa preferido era ficar debaixo do cobertor assistindo este seriado. Ok, eu já tinha assistido boa parte dos episódios das primeiras temporadas… MAS, eu queria que ele visse um pouco comigo e, eu lembro de um comentário dele após nós assistirmos o episódio (OLHA O SPOILER, VERDADE) em que o Barney pede a Robin em casamento, ele disso algo do tipo:

– Ei, aqui tem algum lugar onde eu possa pendurar um anel ou algo do tipo?

O anel não chegou e o namoro acabou, pois é.. A vida tem dessas, caros leitores… MAS, o que eu queria dizer mesmo é que você tem que assistir a série, independente do anel chegar para você ou não, ok? ❤

Então vem aqui que vou te contar um pouco dela:

Uma sitcom (situation comedy) americana, pela CBS, que estreou dia 19 de setembro de 2005 e, encerrou dia 31 de março de 2014 com 208 episódios de 22 minutos cada. Foi criada por Carter Bays (membro de The Solids) e Craig Thomas (In Memoriam).

O roteiro me chamou atenção por ser bem beeeeeeeeem parecido com o de Friends e, na época e até hoje na real, há quem critique demais esse ponto de similaridade entre os seriados etc, MAS, deixando isso um pouco de lado e prestando atenção no roteiro, o Ted só toma na cabeça (coitado), ele só quer ser feliz com alguém e o que te deixa curioso é saber se, ao fim de cada episódio, vamos FINALMENTE conhecer a mãe das crianças… OU no mínimo se estamos perto de conhece-la; além do mais… tem toda a história da Robin com seu coração um tanto quanto fechado… MAS, ela tem os motivos dela, sabe? Nem sempre estamos emocionalmente disponíveis, não é mesmo, amigos?

O seriado foi indicado para 24 prêmios de Emmy, ganhando 7; participam do elenco uma galera talentosíssima:

Jason Segel como Marshall Eriksen

Cristin Milioti como A Mãe/A Garota do Guarda-Chuva Amarelo

Bob Saget como Ted Mosby no Futuro (Voz)
Até aqui já deu pra você ficar no mínimo curioso? Se sim, corre lá no Netflix que tem mais (aliás, tem tudo, todas as temporadas, aproveita)!!

Para sempre Alice – Resenha

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O que você faria se, no auge de sua carreira, começasse a esquecer de palavras importantes? Palavras cotidianas, palavras apenas palavras. Dentre os muitos medos que tenho, o esquecimento talvez seja o maior. Esquecer das pessoas, esquecer de coisas importantes, datas e aniversários. Recentemente fiz uma tatuagem com a imagem de uma máquina fotográfica e, logo abaixo, a seguinte mensagem:

– Help your memory (ajude sua memória)

Fiz essa tatuagem pelo significado que a fotografia tem na minha vida, a questão de como uma imagem pode não só valer muito mais do que mil palavras do que nos fazer recordar de fatos e datas importantes, momentos que eternizaram-se através da captação de uma imagem.

STILL ALICE – PARA SEMPRE ALICE (2014), uma produção longa metragem chegou aos cinemas dia 12 de março de 2015. A história conta, de uma maneira leve, o drama de uma professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore) que aos poucos começa a esquecer de palavras chave para suas aulas e, além disso, se perde no campus onde ministra aulas. O esquecimento é estranhado por seu médico, pois Alice é jovem e o Alzheimer, então detectado em seus exames, é uma doença que costuma atingir pessoas já na terceira idade (como os idosos, por exemplo).

O roteiro é escrito pesando a questão familiar, quando a filha caçula, Lydia (Kristen Stewart – Sim, Isabella Swan da saga Crepúsculo) a qual possui uma relação fria e distante com a mãe, retorna para casa e o laço estremecido começa a ser refeito.

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Alzheimer é uma doença triste, pois um dos nossos maiores registros, se não o maior, é a nossa mente, nossa memória, onde guardamos muitas informações em um curto espaço de tempo. Muito mais do que falar sobre o Alzheimer, acredito que o roteirista acertou quando criou a personagem sendo uma professora de linguística, justamente o campo de estudo científico da linguagem, linguagem que é o nosso registro maior, seja como for.

Acredito que vale a pena 01h40min do seu tempo em uma poltrona super confortável, comendo uma pipoca e tomando um guaraná!

Corre para o cinema que ainda está em cartaz! Segue trailer do longa

CyberBully – Resenha

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Até qual ponto a brincadeira dos seus amigos na escola deixa de ser brincadeira e passa a ser bullying? Um dos temas muito debatidos no último ano (2014) foi o bullying dentro e fora das escolas, principalmente aquele cometido através da internet – onde, em geral, não se pode saber a identidade do agressor -, o chamado cyberbullying.

Tudo começa com uma brincadeira de leve, olhares de cima à baixo e comentários sobre o cabelo daquela menina que é “diferente” ou aquele garoto que era super magro e, agora no ensino médio, esta um pouco “acima do peso para os padrões”.

Desde que padrões de beleza e estética foram estabelecidos por empresas de beleza e, muitas pessoas se espelham em tais para atingir uma “vida saudável e feliz onde ser magro é bonito”, algumas pessoas, quando não se encaixam nesses “padrões”, sofrem com isso.

Eu mesma, em diversas situações da escola e até no ensino médio, era motivo de piada por ser a única menina de óculos ou ainda com o cabelo cacheado e não liso. O que muitas pessoas não levam a sério e banalizam, é quando isso afeta a cabeça da pessoa a qual esta sofrendo e, inconscientemente ela deixa de querer ir para a escola, não tem vontade de sair na rua e até mesmo de se cuidar, pede para os responsáveis legais para mudar de escola e, em alguns casos extremos, chega a mudar de cidade por conta das piadas que deixam de ser piadas e passam a ser perseguição, dentro e fora da escola.

O longa metragem Cyberbullying (2011), dirigido por Charles Binamé conta a história de Taylor Hillridge, (Emily Osment – Isso mesmo, aquela menininha a qual participou do seriado Hannah Montana) uma adolescente que após ganhar seu primeiro notebook, cria um perfil em uma rede social conectada à sua escola e começa a sofrer cyberbullying, motivado primeiramente por uma foto difamatória a qual seu irmão mais novo postou, após invasão na conta de Taylor. As brincadeiras que seriam “só brincadeiras de adolescentes” ultrapassam os limites éticos e morais quando Taylor, após sentir-se extremamente pressionada com as piadas começa a tomar remédios controlados e entra em depressão, chegando ao ponto de tentar cometer suicídio após uma overdose dos remédios.

Depois que tudo é um pouco controlado, sua mãe tenta procurar ajuda para a criação de uma lei a qual combata essas brincadeiras de mal gosto na internet e proteja as vítimas do então nomeado cyberbullying (bullying virtual).

Esse filme me lembrou não só, os momentos que passei na escola – não chegaram a ser tão pesados assim -, mas e se eles tivessem continuado? Quantos adolescente e crianças não conhecemos os quais cometeram suicídio por conta dessas brincadeiras? Qual será o ponto necessário de interferência? Até onde as pessoas tem que aguentar brincadeiras de mal gosto? E, a pergunta chave: qual é o ponto que a brincadeira deixa de ser “brincadeira”?

Cyberbullying tem um roteiro baseado na vida de muitos adolescentes e é, mais do que uma lição, um aviso para pais e escolas. O bullying não deve ser banalizado como foi no último ano (2014), nem tudo é bullying e nem tudo é e deve ser brincadeira, por uma vida saudável e uma adolescência feliz, é isso o que o filme clama.