O lar das crianças peculiares – Resenha

Com um roteiro de Jane Goldman o diretor Tim Burton (1958) inovou em seu novo longa O lar das crianças peculiares (2016). Com traços de Alice no país das maravilhas e um toque que lembra Harry Potter As cronicas de Narnia: O leão, a feiticeira e o guarda roupa em determinados trechos (como na cena em que  Jake ultrapassa uma passagem secreta e na outra em que esta submerso na agua) o filme é o típico longa para a família inteira assistir, inclusive e principalmente as crianças. Estreou dia 29 de Setembro no Brasil, contando com algumas sessões ainda em português. O filme que traz toques de aventura e cenas de suspense extremo, conta com uma moral que será única para cada expectador, superando as expectativas iniciais de um filme que aparentava ser mais um de suspense.

O jovem Jake (Asa Butterfield) é o típico adolescente onde se encontra em crise e sofre bullying dos colegas na escola, mas trabalha para ajudar os pais em casa, pais estes que não olham muito para o garoto até a morte de seu avô, interpretado por Terence Stamp. Jake suspeita até o fim da morte de seu avô e acredita fielmente nas histórias que o mesmo contava para ele quando criança, histórias de terror sempre contadas antes do garoto dormir; porém nem o pai e muito menos a mãe de Jake acreditam nele, levando-o em uma psicóloga, achando que o garoto esta sofrendo de delírios pós morte de seu avô.

Jake insiste em fazer uma viagem para O lar das crianças peculiares e lá encontra crianças que são tão peculiares quanto ele mesmo. Com um roteiro incrível e música de Mike Highman e Matthew Margeson, baseado na obra de Ransom Riggs vale a pena assistir em 3D e da poltrona do cinema, corra para ainda ver #olardascriancaspeculiares.

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Mãe, só há uma – Resenha Filme

O que você faria se soubesse que seu filho, depois que chegou ao mundo, não poderá ser entregue para você… Pois… Ele sumiu da maternidade?

“Não esquece o casaco, vai chover”; “Deixei a comida pronta da semana, tá?” “Carne só de sábado, prestou atenção? Nos outros dias tem as comidas prontas também” “O dinheiro tá aqui, olha, nesse pote em cima da geladeira, qualquer emergência você pega aqui, tá?”. Talvez essas frases não pudessem ser ditas, talvez você, criança que sumiu não escutasse essas frases, mas… Só talvez mesmo.

Essas frases são faladas por todas as mães, ok… Isso não é uma “novidade” para ninguém; a novidade é o que Mãe, só há uma traz para nós, expectadores. Título do filme, belíssimo e impactante, escrito e dirigido por Anna Muylaert, mesma diretora do aclamado e premiado Que horas ela volta?, baseado numa história realCom enquadramento e fotografia detalhista, quase intimista, traz abaixo o retrato de uma família brasileira, que vai mudar do dia para noite, em decorrência de um teste de DNA (deoxyribonucleic acid – ácido desoxirribonucleico); teste de DNA que Pierre (nome verdadeiro) tem de fazer, também do dia para a noite.

Pierre é um adolescente, quase quase alcançando a tão sonhada “maior idade”. Pierre gosta de tocar na sua banda de rock, ir para festas com seus amigos e ficar tanto com garotas quanto com garotos. A questão de gênero é um dos pontos muito bem explorados de forma positiva no filme, quando em uma determinada cena ele resolve sair do provador de roupas de uma loja unissex de vestido; pronto, aqui temos a verdadeira quebra de tabus e pré conceitos de uma sociedade que pensa em roupa de mulher vs roupa de homem, macho. 

Pierre questiona o tempo todo, a partir do teste de DNA o seu nome, seu verdadeiro nome, seu nome que foi colocado em sua certidão de nascimento. Pierre tem uma irmã, mais nova, que também sumiu da maternidade; mas esta irmã de Pierre, apesar de gostar MUITO de televisão, ela não sonha em ir para a Disney… Financeiramente é uma coisa muito distante da cabeça dela, ela parece quase o tempo todo muito bem conformada com a classe social a qual pertence.

Bom, caro-a leitor-a… Será que até aqui eu te dei pistas ou spoiler do que te aguarda? Acredito que ainda possa estar em cartaz em alguns cinemas do Brasil il il, mas aqui na cidade de Santos, infelizmente, já foi. Vou deixar abaixo o trecho para vocês entenderem o que eu quis dizer na resenha, tá? 🙂 

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