2 Filmes Brasileiros: Drama

Há quem diga que cinema nacional não presta e que não produz conteúdos de qualidade… Eu sinceramente tenho dúvidas sobre essa opinião, ao pensar e pesar na balança quantos filmes nacionais bons eu já vi no cinema e em casa. Paro para pensar também em quantas atrizes e atores brilhantes nós temos, que saem da televisão para o cinema (vice versa), do teatro para o cinema (vice versa) e por aí vai. A primeira exibição de cinema no Brasil aconteceu em 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro… Recente, se pararmos para pensar. O blog traz hoje uma listinha de 3 filmes que eu vi e achei super interessantes em vários aspectos, passando pela fotografia. Vamos conferir?

— Aquarius (2016) : Filme de Kleber Mendonça Filho, é um ótimo drama que traz a realidade do Brasil e retrata como é vivenciar a experiência da especulação imobiliária. O filme conta a história de Clara (Sônia Braga) que mora em um edifício na praia de Boa Viagem — Recife. Clara é uma jornalista que se nega a sair do apartamento o qual mora há anos e vender ele para uma construtora que pretende fazer no terreno um grande empreendimento.

A trilha sonora, que conta com artistas internacionais, tem muitos artistas brasileiros, como por exemplo: Maria Bethânia, Mateus Alves, Queen e Alcione. Vale a pena refletir sobre as músicas que foram escolhidas para o filme, principalmente sobre a música tema “Hoje” de Taiguara.

O filme traz uma fotografia com cores quentes, representando bem o clima de tensão que fica durante todo o filme e o ar de expectativa que é criado em cima da ideia de se Clara vai ou não vender o apartamento para que a construtora entre com tudo com o projeto pretendido. O Brasil, assim como tem cada vez mais trânsito e carros no lugar de bicicletas que poluem menos o meio ambiente, tem mais empreendimentos imobiliários no lugar de prédios que ali já existem, prédios esses de três e/ou cinco andares são substituídos bruscamente por arranha céus de 20/30/60, assustadoramente e de forma muito rápida. O filme é uma ótima reflexão para essa questão que vivenciamos todos os dias no país. Vale a pena. Segue o trailer abaixo, clique na imagem.

Aquarius

Para mais informações do filme, clique aqui, para ler a matéria que saiu na revista Carta Capital. 

— Mãe só há uma (2016) : Dirigido por Anna Muylaert conta a história de Pierre/Felipe (Naomi Nero) que é submetido à um teste de DNA e acaba conhecendo os pais biológicos, interpretados por Dani Nefussi e Matheus Nachtergaele. O filme traz como uma das reflexões a seguinte questão: mãe é quem colocou no mundo ou quem criou? Em conjunto ele também aponta a questão da identidade de gênero.

Pierre foi criado a vida toda por Dona Araci e de repente se vê morando com os pais biológicos após sua mãe ser presa, porém, o que está em jogo na realidade são os sentimentos de Pierre, que se vê atordoado com as notícias. O filme não é sobre reencontros, é sobre o tempo que se perde em um longo espaço de tempo, ele surpreende e é bem diferente do filme Que horas ela volta? (2015), também de Anna Muylaert, apesar de falar da relação mães e filhos.

Confira a matéria que saiu na revista Carta Capital sobre o filme.

A fotografia do filme, por Barbara Alvarez, utiliza-se de cores quentes e é bem intimista, o que detalha e dá para o expectador a sensação de estar dentro do filme, além de transmitir a tensão do roteiro, que foi escrito por  Anna. O filme vale a pena. Segue abaixo o trailer dele também.

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Espero que tenha gostado das recomendações, caro leitor. Até amanhã. 🙂

p.S se vocês quiserem posso fazer de outros gêneros, só deixar nos cometários

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3 Filmes Brasileiros: Dia das Mães

O dia das mães tá chegando e já é neste domingo (14). Dia de homenagear especialmente aquela pessoa que cuidou de você, que te criou, deu tanto amor e ainda dá. O dia é todo dela e se você não sabe o que dar de presente de dias das mães eu trago uma listinha com alguns filmes que você pode escolher para assistir com ela, curtindo o domingão. Vamos conferir?

  1. Mãe só há uma: Escrito e dirigido por Anna Muylaert, mesma diretora do aclamado Que horas ela volta? relata a história de Pierre, um adolescente que é submetido a um exame de DNA para comprovar de quem é filho. A questão principal que o filme traz é: mãe é quem cria ou quem coloca no mundo? Além disso, o filme conta com uma fotografia intimista e detalhista e cores quentes.  Vale a pena assistir e refletir sobre esta questão tão importante.
  2. Que horas ela volta: Mais um filme brasileiro para a lista, dessa vez o aclamado Que horas ela volta? relata a história da pernambucana Val que se muda para São Paulo para proporcionar melhores condições de vida para a sua filha que, por sua vez, diz para a mãe que quer ir para a cidade prestar vestibular. O que será que acontece quando esta decisão é tomada? O filme recebeu prêmios de: Melhor longa-metragem ficção; melhor direção e melhor roteiro original. É com a atriz Regina Casé, tem duração aproximada de 01h54min e faz parte do gênero drama/comédia.
  3. Minha mãe é uma peça: Filme de comédia brasileiro foi um sucesso de bilheteria, fazendo com que rendesse o Minha mãe é uma peça 2, traz como ator principal Paulo Gustavo no papel de Dona Hermínia, uma dona de casa e mãe, preocupadíssima com seus filhos que, no meio de uma ligação, escuta sua filha falando mal dela, o que acaba fazendo com que ela tire umas “férias” dos filhos. No que será que isso vai dar? Roteiro de Paulo Gustavo, Fil Braz e Rafael Dragaud estreou em 2013 nos cinemas brasileiros.p.S imagem em destaque extraída daqui

 

 

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

2001. Ano de lançamento do filme que eu só iria assistir pela primeira vez em 2012. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. O que esse título remete para você de lembrança ? É bom? Surpreende? É ruim? Tem um sentimento de nostalgia?

O filme de Jean Pierre Jeunet estreou em 2001 nos cinemas e traz como personagem principal Amelie Poulain, interpretada pela brilhante Audrey Tautou. A personagem de A. T. trabalha como garçonete em um restaurante em sua fase adulta, após ter saído de casa anos após da morte de sua mãe.

Um dia, dentro de seu apartamento, deixa cair a tampa do frasco de um perfume, que bate no rodapé e abre um buraco. Amelie descobre uma caixa ali dentro e , acreditando pertencer ao morador antigo, decide que vai entregar para ele, mas não só entregar. Entregar e esperar a reação.

Mais do que um filme que fala sobre o viver, ele fala dos detalhes de viver e como viver esses detalhes. Detalhes como o que as personagens gostam ou não, o que incomoda e o que faz feliz e o que você deveria fazer. Amelie é uma personagem que gosta de interferir no destino dos outros, de maneira cômica o filme trata desses detalhes, sem contar que a fotografia é intimista e utiliza-se de cores quentes. Para além disso o filme conta o destino de Amelie Poulain, depois de ela ter interferido tanto no destino das outras pessoas. O que será que acontece com ela? Uma mulher que mora sozinha, paga suas contas e observa a vida passar no pacato bairro de Montmartre, localizado em Paris — França.

O filme te faz viajar e da vontade de começar a ajudar as pessoas na rua, como Amelie faz em uma cena que ajuda um cego atravessar a rua. Vale a pena conferir. Depois me conta nos comentários o que você achou? 😉

500 Days of Summer

O filme do diretor Mark Webb que ganhou em 2010 o prêmio de melhor Independent Spirit de melhor roteiro veio para o blog hoje. 500 days of summer (500 dias com ela) é um filme inspirador que traz à tona muitos questionamentos sobre os relacionamentos atuais, expectativas e realidades. Tom conhece Summer no escritório onde ele trabalha, os dois se conhecem dentro de um elevador onde Summer diz uma das frases que marca o filme: “I love The Smiths” e então Tom se apaixona por ela imediatamente.

A narrativa é construída de forma não linear com saltos entre o período de 500 dias, sendo que o fundo dos dias muda conforme o humor da cena a ser apresentada, se está tudo bem o fundo é claro e cheio de passarinhos, caso contrário o que o expectador encontra é um fundo sempre nebuloso com ameaça de temporal. Além disso o filme traz referências de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, onde em uma sala de cinema Tom relembra um dos dias com Summer, como se aquilo fosse um filme de sua vida passando bem ali, na tela do cinema. Summer não estava procurando um relacionamento sério e tentou deixar isso claro para Tom mais de uma vez que, por sua vez, estava criando expectativas e acabou frustrando-se com as mesmas. O que o filme traz de novo em seu roteiro é a forma como a história é construída, com os saltos intercalados que ela dá para o expectador, criando uma justamente expectativa de saber o fim daquele momento e o fim da história, já que afinal de contas o filme não segue uma ordem exata.

Tom deixa o escritório em que trabalhou por três anos, após a saída de Summer, mas não deixa o escritório porque Summer não está mais lá, Tom vai descobrir novas paixões de sua vida, um novo sentido para ela e o que ele realmente gosta de fazer, arquitetura. Summer e Tom viveram um longo e delicioso amor de verdadeiro verão. No dia 488 Tom e Summer se encontram pela terceira vez pós termino e quando foi o dia 23 de maio Tom vai fazer mais uma das entrevistas que estavam marcadas para seu novo emprego dentro de sua área, quando conhece Autumn. O filme deixa uma ponta aberta em sua tradução no nome, 500 dias com ela, pois justamente no 500 dia Tom…

Ah, caro leitor, achou mesmo que eu ia te contar? Espero que tenha gostado da resenha e deixe nos comentários o que achou do filme depois de assistir. Confira aqui o trailer (:

*N.A = Summer em inglês significa verão

*N.A – Autumn em inglês é outono. 

Falar do transtorno bipolar é extremamente delicado, mas o filme “O lado bom da vida” sabe retratar isso muito bem e o que Pat, protagonista da história, tem. O filme conta a história de Pat após ele deixar um hospital psiquiátrico por conta de um ataque ao amante de sua esposa, cujo qual encontrou no chuveiro com ela, na casa deles.

A mãe de Pat resolve assumir a responsabilidade por ele, quando o tira do hospital em um acordo com a justiça, sob a condição de que Pat tome os medicamentos os quais não tomava no hospital.

Até que um dia acontece um jantar na casa do amigo e vizinho de Pat… E então ele conhece Tifanny, recém viúva, dançarina e que também gosta de correr como Pat. Ela vai mudar a vida dele ou ele vai mudar a vida dela? O que se sabe desde o início é que na vida de ambos existe um lado bom, o lado bom da vida, e todos precisamos ver! 🙂

O transtorno bipolar de Pat reflete um tipo de transtorno, uma doença que tem dois níveis: 1 e 2 e, para ambos os níveis e detectar a doença é necessário que você consulte o seu médico, procurando ajuda para saber se você realmente sofre de transtorno bipolar e qual é o tratamento adequado para o seu caso. 

 p.S corre pro netflix e olha aqui o trailer olha (:

4 filmes para as férias 

a imagem em destaque saiu daqui

As férias chegaram e uma das melhores coisas é poder ficar em casa vendo vários filmes super divertidos, outros nem tanto e alguns de ação e aventura, tudo isso para deixar as férias mais divertidas!

Falando em filmes, hoje o blog traz para você, caro leitor, uma listinha de quatro filmes que você não pode deixar de ver nessas férias em algum momento! 🙂

Pronto? Lá vamos nós

  • O fabuloso destino de Amélie Poulain: Lançado em 8 de fevereiro de 20o2, o filme francês retrata a vida da jovem Amélie após deixar o subúrbio onde vivia com a família. Interpretada por Audrey Tautou, Amélie faz papel de uma garçonete que adora desvendar mistérios sobre a vida dos outros e participar do destino deles, mas e ela? Qual é o destino de Amélie? Uma garçonete em Paris, num café que quase todo dia faz tudo sempre igual, quase todo dia..

 

  • A era do rádio: filme de 1987, comédia escrita e dirigida por Woody Allen vem contar um pouco sobre as lembranças de um garoto e sua família judia em Nova York, durante a segunda guerra mundial. Com um elenco de peso: Seth Green, Julie Kavn, Diane Wiest, Mia Farrow, Danny Aiello e Diane Keaton,  a força do radio é apresentada por Sally White, que busca incansavelmente trabalhar em um programa de rádio.

 

  • Minha mãe é uma peça: 2 – O filme que foi sucesso de bilheteria em sua primeira parte retornou aos cinemas na quinta feira passada. Minha mãe é uma peça – 2 continua a história de Dona Hermínia que ficou rica com o programa bem sucedido de TV, porém, seus filhos resolvem sair de casa e se mudar, ou seja, lá vem a síndrome de ninho vazio para lidar. O que será que Dona Hermínia vai aprontar para superar essa crise? Será que ela vai aceitar?

 

  • 500 dias com ela: Um filme contado ao contrário, 500 dias com ela traz a história de Tom Hansen, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, que é apresentado para Summer Finn (Zooey Deschanel). Os dois tem gostos em comum como a banda The Smiths, e Summer completa: “I Love The Smiths”. Depois disso e uma noite de karaokê, Summer e Tom começam um romance de 500 dias, alguns bons e outros nem tanto. Venha descobrir o porquê dando o play (:

 

 

6 filmes <3 de natal

O natal tá chegando e sempre tem aqueles filmes que nunca saem de moda, por mais que os anos passem. Finalmente é chegado o momento em que se pode ficar na frente da televisão esperando a sessão da tarde começar, junto com a pipoca e o guaraná. O blog traz hoje uma pequena lista que vai te fazer viajar no tempo, junto com alguns filmes que nunca saíram de moda. Pega a pipoca, o guaraná e não esqueça de apertar o play

  • Home alone (Esqueceram de mim) – 1990. Comédia de 1h55min

 

  • O Grinch – 2000. Fantasia de 1h45min

 

  • Férias frustradas de natal – 1989. Comédia de 1h37

 

  • Simplesmente amor – 2003. Comédia dramática de 2h16

 

  • Pode me chamar de Noel – 2001. Drama de 1h30

 

  • Edward Mãos de Tesoura – 1990. Drama de 1h45

 

Se você quer uma resenha separadamente de cada um é só deixar nos comentários, caro leitor. (:

 

Animais fantásticos e onde habitam

Dia 18 de Novembro de 2016 estreou mundialmente em 2D e 3D nos cinemas o filme que fez com que J.K estreasse no cinema como roteirista depois da saga de Harry Potter, a serie de livros que foram adaptados para o cinema.

Animais Fantásticos conta a história de Newt, um bruxo que chega à cidade de Nova York com apenas uma mala que traz muitos mistérios – inclusive uma coleção de animais fantásticos do mundo da magia. Seu roteiro foi inspirado no livro didático de Hogwarts – Animais Fantásticos e onde habitam, escrito por seu personagem Newt Scamander. Newt tem como objetivo em Nova York buscar os animais que sumiram, porém, quando ele cruza com Jacob Kowalski que deixa escapar uma das criaturas de Newt a violação ao Estatuto de Sigilo, onde Tina Goldstein vê uma chance de reaver seu cargo antigo; dessa forma Newt, Jacob, Tina e a irmã de Tina formam um grupo de “foragidos” em Nova York.

A história se passa na Nova York de 1926, os efeitos especiais são fantásticos, assim como a fotografia do filme. Warner Bros Pictures apresenta uma produção de Heyday Films, filme que contou com direção de David Yates e música composta por James Newton Howard e elenco de Eddie Redmayne, Katherine Waterson, Colin Farrell, Ezra Miller, Alison Sudol, Johnny Depp… Vish, uma porrada de gente. Se eu fosse você não perderia tempo e ia assistir nos cinemas enquanto der tempo. Enquanto você não vai ao cinema vê o trailer aqui vai.

O lar das crianças peculiares – Resenha

Com um roteiro de Jane Goldman o diretor Tim Burton (1958) inovou em seu novo longa O lar das crianças peculiares (2016). Com traços de Alice no país das maravilhas e um toque que lembra Harry Potter As cronicas de Narnia: O leão, a feiticeira e o guarda roupa em determinados trechos (como na cena em que  Jake ultrapassa uma passagem secreta e na outra em que esta submerso na agua) o filme é o típico longa para a família inteira assistir, inclusive e principalmente as crianças. Estreou dia 29 de Setembro no Brasil, contando com algumas sessões ainda em português. O filme que traz toques de aventura e cenas de suspense extremo, conta com uma moral que será única para cada expectador, superando as expectativas iniciais de um filme que aparentava ser mais um de suspense.

O jovem Jake (Asa Butterfield) é o típico adolescente onde se encontra em crise e sofre bullying dos colegas na escola, mas trabalha para ajudar os pais em casa, pais estes que não olham muito para o garoto até a morte de seu avô, interpretado por Terence Stamp. Jake suspeita até o fim da morte de seu avô e acredita fielmente nas histórias que o mesmo contava para ele quando criança, histórias de terror sempre contadas antes do garoto dormir; porém nem o pai e muito menos a mãe de Jake acreditam nele, levando-o em uma psicóloga, achando que o garoto esta sofrendo de delírios pós morte de seu avô.

Jake insiste em fazer uma viagem para O lar das crianças peculiares e lá encontra crianças que são tão peculiares quanto ele mesmo. Com um roteiro incrível e música de Mike Highman e Matthew Margeson, baseado na obra de Ransom Riggs vale a pena assistir em 3D e da poltrona do cinema, corra para ainda ver #olardascriancaspeculiares.

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Confira o trailer aqui

Mãe, só há uma – Resenha Filme

O que você faria se soubesse que seu filho, depois que chegou ao mundo, não poderá ser entregue para você… Pois… Ele sumiu da maternidade?

“Não esquece o casaco, vai chover”; “Deixei a comida pronta da semana, tá?” “Carne só de sábado, prestou atenção? Nos outros dias tem as comidas prontas também” “O dinheiro tá aqui, olha, nesse pote em cima da geladeira, qualquer emergência você pega aqui, tá?”. Talvez essas frases não pudessem ser ditas, talvez você, criança que sumiu não escutasse essas frases, mas… Só talvez mesmo.

Essas frases são faladas por todas as mães, ok… Isso não é uma “novidade” para ninguém; a novidade é o que Mãe, só há uma traz para nós, expectadores. Título do filme, belíssimo e impactante, escrito e dirigido por Anna Muylaert, mesma diretora do aclamado e premiado Que horas ela volta?, baseado numa história realCom enquadramento e fotografia detalhista, quase intimista, traz abaixo o retrato de uma família brasileira, que vai mudar do dia para noite, em decorrência de um teste de DNA (deoxyribonucleic acid – ácido desoxirribonucleico); teste de DNA que Pierre (nome verdadeiro) tem de fazer, também do dia para a noite.

Pierre é um adolescente, quase quase alcançando a tão sonhada “maior idade”. Pierre gosta de tocar na sua banda de rock, ir para festas com seus amigos e ficar tanto com garotas quanto com garotos. A questão de gênero é um dos pontos muito bem explorados de forma positiva no filme, quando em uma determinada cena ele resolve sair do provador de roupas de uma loja unissex de vestido; pronto, aqui temos a verdadeira quebra de tabus e pré conceitos de uma sociedade que pensa em roupa de mulher vs roupa de homem, macho. 

Pierre questiona o tempo todo, a partir do teste de DNA o seu nome, seu verdadeiro nome, seu nome que foi colocado em sua certidão de nascimento. Pierre tem uma irmã, mais nova, que também sumiu da maternidade; mas esta irmã de Pierre, apesar de gostar MUITO de televisão, ela não sonha em ir para a Disney… Financeiramente é uma coisa muito distante da cabeça dela, ela parece quase o tempo todo muito bem conformada com a classe social a qual pertence.

Bom, caro-a leitor-a… Será que até aqui eu te dei pistas ou spoiler do que te aguarda? Acredito que ainda possa estar em cartaz em alguns cinemas do Brasil il il, mas aqui na cidade de Santos, infelizmente, já foi. Vou deixar abaixo o trecho para vocês entenderem o que eu quis dizer na resenha, tá? 🙂 

Clica aqui, corre pra ver o trailer ❤