Transtorno Bipolar?

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leia escutando isso 🙂

Não vai ser fácil começar este texto, muito menos terminá-lo, mas precisamos conversar, caro leitor. Eu descobri em meados de Abril de 2016 que tenho transtorno bipolar do tipo 2, e junto com ele a depressão que é o sintoma oposto do transtorno bipolar… Resumidamente: um dia eu estou na euforia e alegria constante, no outro posso estar completamente para baixo, sem nenhuma motivação ou vontade de fazer algo. Precisamos falar dos dois momentos, ou melhor, dos momentos em que você, caro leitor, também se encontra muitas vezes.

Em janeiro agora tivemos o #janeirobranco que fala da saúde mental, então, nós precisamos falar do transtorno bipolar, uma doença que hoje atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, com casos registrados e é uma doença crônica que pode durar anos ou uma vida inteira.

Sintomas do transtorno bipolar:

  • No Humor: ansiedade, apatia, apreensão, culpa, descontentamento geral, desesperança, euforia, mudanças de humor, perda de interesse, perda de interesse ou prazer nas atividades, raiva, tristeza ou entusiasmo
  • No comportamento: agitação, agressão, automutilação, choro, comportamentos de risco, excesso de desejo sexual, hiperatividade, impulsividade ou irritabilidade
  • Na cognição: delírio, falta de concentração, lentidão durante atividades, pensamentos indesejados, pensamentos rápidos ou falsa superioridade
  • Sintomas psicológicos: depressão, depressão agitada, episódio maníaco ou paranoia
  • No sono: dificuldade em adormecer ou excesso de sonolência
  • No corpo: fadiga ou inquietação
  • No peso: ganho de peso ou perda de peso
  • Também comum: pressão de discurso

Eu já relatei aqui no texto depressão é frescura? que não conseguir sair de um banco foi o primeiro sinal, no primeiro sinal eu fiquei atenta mas não sabia exatamente o que estava acontecendo, só achava que era mais um dia normal, porém cheguei transpirando na faculdade como nunca antes. Não conseguir andar sozinha foi um dos sinais de que algo estava muito fora do lugar e isso chegou no momento que eu tive um surto dentro de casa, de querer arrancar a roupa no meio da sala não importasse quem estivesse na minha frente, também gritava muito e para todo mundo me ouvir, apesar disso eu ainda achava que estava tudo bem e gritava justamente que estava tudo bem e que eu precisava voltar para São Paulo (cidade onde morei quatro anos).

O transtorno bipolar é feito deste momento de euforia mas também é feito de momentos onde eu não consigo sair da cama, não consigo muitos dias tomar banho, eu passo um dia inteiro de pijama e não aquele dia que você simplesmente está com preguiça, é um dia inteiro na cama sem vontade de fazer absolutamente nada e nem falar com ninguém. Esse momento é o momento da depressão, onde eu não quero ver o que vai acontecer se eu não sair da cama e procurar ajuda. Muitas vezes quando estou em depressão eu não consigo nem pensar com a minha própria cabeça, pois ela só produz pensamentos negativos e o pior deles, que muitas pessoas que estão em depressão pensam, é o suicídio. Isso é um dos estágios considerados o mais perigoso da doença, quando a pessoa pensa em tirar a vida.

Hoje eu me trato fazendo terapia e tomando medicamento receitado pelo meu psiquiatra. É fundamental que se você se identificou com um dos sintomas listados acima não deixe de procurar ajuda.

O transtorno bipolar é uma doença que atinge dois milhões de pessoas eu disse, você consegue imaginar duas milhões de pessoas na sua frente, caro leitor? Precisamos enfrentar o transtorno bipolar, precisamos ajudar as pessoas a enfrentar estes momentos de euforia e os momentos de depressão, não atropelando elas, mas sim dizendo palavras confortantes para elas, dando apoio e entendendo que é uma questão de um momento difícil que a pessoa está enfrentando, que ela precisa de ajuda e não que você complique a situação dizendo coisas do tipo: você só pensa em si, não pensa em ajudar ninguém. Não faça isso, caro leitor, neste momento que a pessoa se encontra ou na euforia ou na depressão… Fique ao lado dela, cubra-a se for necessário, deite ela em um lugar confortável e converse com ela; se ela não quiser conversar, faça silêncio… Em seguida tente começar a conversar com ela a possibilidade de procurarem ajuda profissional, de um médico que possa diagnosticar o transtorno bipolar, o nível e a ajuda necessária. O transtorno bipolar não tem cura, mas tem tratamento, então é necessário que se faça um diagnóstico da doença.

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