Meio

Luíza escutou outro dia sua irmã, Vitória, que indagou o porquê de Luíza não cursar LETRAS, sim, letras em vez de jornalismo… E claro que Luíza foi procurar sobre o curso… Foi checar a grade curricular para ver as matérias… Aquelas que ela teria de enfrentar pelos quatro anos de sua vida, os quatro primeiros mais emocionantes.

Ela se apegou ao nome do curso pois Luíza gosta muito de nomes, acha muito bonito… Inclusive o nome que ela gostaria de dar para sua filha, caso tivesse uma um dia, seria Vitória (o mesmo nome de sua irmã). É… Enfim, isso talvez não venha muito ao caso agora, mas, né, enfim.

Nomes são bonitos para Luíza e ela já sonhava com a força do nome do curso: LETRAS, mesmo com o espanto de algumas pessoas e pré julgamento de outras. Ela nem tinha decidido e já sonhava: Luíza M. S. formanda do curso de Letras – Bacharel em Língua Inglesa. Ai, que sonho, bacharela eu! Quero ser TRADUTORA DE MANDARIM NA ONU. Sua mãe dava risada com esses sonhos, mas até que achava bonitinho, sonhar ainda não nos custa nada, não é mesmo, cara~o leitora~or

Luíza gostou dos nomes que viu: Introdução à Literatura: Natureza e Função
(OLHA ESSE NOME, FUNÇAO!)
Será que Luíza estava perto então de encontrar o famoso: “pra quê serve isso?” da escola. 

Luíza, então, decidiu que era Letras que queria cursar, mas a ideia do Acre… Ah, as viagens de Luíza… Essa ideia não saiu de sua cabeça, porém… Planeta terra chamando, caro leitor! Por enquanto, sua mãe Cátia não ia deixar de jeito nenhum ela sair de perto da cidade de Santos – SP, o mais longe que Luíza foi nas Letras foi: S – ã – o / P – a – u – l – o, sim a cidade de São Paulo!

Por enquanto… Por enquanto…

(…)

Será que acabou aqui a história de Luíza? Não, cara~o leitora~or.
Ela continua amanhã, quinta feira, e chega ao fim.  

Foto extraída de arquivo pessoal. Outubro de 2011. Serra de ligação entre Santos e São Paulo, sentido Santos – SP. 

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Começo

Luíza estava indecisa, não sabia ao certo ainda o que cursar na faculdade. Acordou em uma tarde, mais uma, sem saber o que fazer e, para sanar essa poeira nebulosa que estava em sua cabeça decidiu falar com sua mãe, sim, a sua mãe saberia a resposta!

Cátia, sua mãe, já tinha certa idade (quase 60 anos, uau!) SES SENTA ANOS DE  VIDA, de experiência… Sim, ela saberia qual resposta dar para Luíza. Então deu-se a luz: Cursinho.

— Cursinho? — Espantou, Luíza

— Ora, minha filha, você já tem 18 (DEZOITO) anos! Uma jornada pequena, mas há de querer agora saber o que fazer: trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro? A coisa nunca andou fácil por aqui, você sabe… Intercâmbio? Só se você trabalhar e for por conta própria.

— PFF… Então eu NUNCA vou para fora do país… Vai demorar UMA DECADA para isso acontecer!!

— Luíza… Uma década? Que exagero, em? O dólar AINDA não está lá aquelas coisas… Bom, você quem sabe? Cursinho = faculdade / Técnico = um bom caminho para se encontrar / Trabalhar e só trabalhar… Claro, ajudando em casa.

— Sim… Vou ficar com o cursinho mesmo! Quero descobrir a universidade, quero descobrir um mundo novo. Eu vou cursar ENGENHARIA NAVAL no ACRE.

— Apesar de eu acreditar que o ACRE realmente existe… Engenharia Naval? Você sabe que fazer um cruzeiro e construir um navio são coisas BEEEEM distintas, não sabe?

— Sim.. Dá de eu repensar um pouco, acho que o cursinho vai ajudar. Obrigada, mãe!! Você realmente sabe de tudo!!

(…)

E assim, após este breve diálogo com sua mãe a Luíza realmente soube o que fazer: cursinho para escolher uma faculdade, pois é, ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!

Eu sei que o cursinho pode ser uma coisa que dá o maior frio na barriga… Aquela pressão de não saber no que vai dar a prova que você vai fazer ao fim do ano, uma prova só (entre várias) uma só para entrar naquela única universidade que você mais deseja, seja ela particular ou pública, com bolsa ou sem… Você só deseja passar na prova e pronto, para enfrentar os quatro anos mais deliciosos e emocionantes da sua vida.

 Hoje eu diria que são só os quatro primeiros emocionantes… Mas, bem… Você, Luíza, ainda está sentada na carteira do cursinho, não é mesmo? E agora, Luíza, o que vai fazer? Medicina? Veterinária? Ou algo mais puxado… hm.. para humanas? Direito? Já sei! Jornalismo! Ou Letras! Ai ai ai… São muitas opções… Mas fique tranquila, assim como sua mãe teve uma luz para seu caminho… Agora você é quem vai ter esta mesma luz, só que para escolher o seu curso; escolher o curso dentro do cursinho!

(…)

(…)”ninguém disse que seria fácil, mas este… Bem, este já estava sendo um bom começo… E foi um pouco assustador, mas como todo o começo é, depois ficou belo, e como ficou!”

Boa sorte, Luíza, no fim tudo dá sempre certo! Minha mãe também dizia isso! Aaah, não esqueça o que famosos diziam: se não deu certo? Você não chegou ao fim!! Força 🙂

Foto extraída de arquivo pessoal, janeiro 2012 balsa de Bertioga para Guarujá no Litoral de SP.  

A arte de não escrever.

Algumas pessoas me perguntam como é que eu escrevo os meus textos, mas ninguém perguntou até hoje como é não escrever os meus textos, não escrever quando eu quero escrever. Não escrever também é uma arte, é a arte do refletir sobre o que escrever exatamente.

Faz alguns dias que eu tô tentando pensar em algo de útil para escrever e nada me vem na mente, absolutamente nada. Pensei em escrever sobre o meu último relacionamento mas isso é um assunto completamente encerrado; daí pensei então escrever sobre o meu futuro relacionamento, mas ele é futuro, não chegou, não posso escrever sobre algo que ainda não chegou e nem sei se chegará. Concluí que posso escrever sobre ele, ele mesmo, que tinha os cabelos um pouco grande quando nos conhecemos e depois foi cortando, ele que se ler isso aqui pode me matar, então vou deixar ele para servir de inspiração como o personagem da minha próxima novela ou seriado.

Bom, cara (o) leitora (or), enquanto isso eu sigo sem ideia absoluta, ou melhor, sem a absoluta ideia do que escrever e como escrever, mas estou refletindo enquanto teclo, reflito sobre os últimos dias… Gostaria de ter escrito sobre aquele filme que pensei em ver, mas a grana tá curta, também pensei em escrever para ele, ele de novo, mas penso que ele vai jogar fora quando ler o remetente. E se então eu escrevesse uma carta para o eu do futuro? Um eu que imagino eu daqui uns 10 anos? 10 anos é um bom tempo, certo?

Tá vendo? isso é como é não escrever os meus textos, não escrever quando eu quero escrever, não escrever também é refletir, também é uma arte: a arte de não escrever.

Depressão é frescura?

Foi em 2014 o primeiro sinal, as primeiras duas crises. Depois de um tempo, passou. Eu achei que tivesse passado, na verdade.

Em 2016 voltou tudo, voltou de uma forma pior, voltou junto com a ataques de pânico e pessoas me olhando e me julgando previamente. Hoje, depois de um tempo eu decidi que quero falar disso, quero falar e já te alerto, cara (o) leitora (or), esse é texto mais diferente que vou escrever para você, mas eu preciso falar algumas coisas que os médicos talvez não te falem ou, coisas que você anda sentindo e acha que é o único a sentir isso, quando não é, ok? Esse é um texto de auto ajuda, um texto para você ler e refletir.

Não conseguir sair de um banco foi o primeiro sinal, eu não conseguia sair pois achei que uma pessoa que estava parada na frente dele iria me assaltar; depois eu achei que o rapaz que passou grudado do meu lado jogando uma bolinha de tênis na mão também fosse me assaltar. Lembro de chegar transpirando na faculdade, depois de subir a ladeira da Rua Cardoso de Almeida em São Paulo.

Não conseguir entrar na rua de casa sozinha depois de ter, de fato, sido assaltada duas vezes e a segunda à mão armada foi o segundo sinal; o segundo sinal de alguma coisa estava fora do lugar.

Vou resumir, a partir daqui, pode ser? 🙂 

Antes de voltar para a casa dos meus pais eu passei uma semana na cama, uma semana sozinha na cama, uma semana com alguns dias dela sem tomar banho direito e outras vezes sem força para comer, para me alimentar, pois não via sentido nem nisso e muito menos em sair de casa para encarar as pessoas que eu conhecia há tempos, encarar e sentar num bar simplesmente, ali perto de casa mesmo e conversar sobre o dia, sobre a vida, sobre as cotidianísses.

A partir daqui eu, depois de ter ido ao médico e ter sido diagnosticada com bipolaridade e depressão (para quem não sabe a depressão é o outro lado da bipolaridade e existem DOIS níveis de bipolaridade, o meu é o mais leve).

Eu enxerguei por uma semana o que era a depressão e não gostei do que vivenciei, principalmente porque eu pensei nos meus pais e em como eles iriam se sentir caso me vissem naquele estado. Eu liguei chorando para a minha mãe dizendo que eu estava com saudade de casa, mas, na verdade, eu estava em depressão e não queria admitir; eu queria mesmo era pedir socorro por estar em depressão, mas, eu não podia deixar ela em pânico e sair de Santos em um dia da semana, de noite, e se deslocar para São Paulo; eu tinha que enfrentar e ser forte, ser forte mais uma vez; até porque, infelizmente, a mãe da gente não é pra sempre.

Aqui vai um guia de como é ter depressão: não é frescura, não é você estar bem e DO NADA não estar; é alguma coisa, alguma pequena coisinha que você ainda não identificou… Dentro do seu coraçãozinho ou na sua cabeça mesmo. Depressão é também você não saber o motivo de imediato, mas sentir uma profunda tristeza, uma tristeza e uma vontade de chorar, como eu estou agora quase ao fim deste texto; depressão é não ter muita vontade para muita coisa. E aqui vão números para você que gosta de dados e estatísticas: a depressão hoje tem mais de 2 milhões de casos registrados no Brasil por ano

Você ainda acha que é frescura? Mesmo? Eu acredito que não. 

Depressão tem cura? Tem que ser dignosticada por um médico? Sim, de preferência psiquiatra e a cura são meses de análise, muitos meses, dependendo do seu caso de depressão. Cada casa é um caso. O que também ajuda muito é conversar com pessoas próximas de você, conversar sempre e muito, sobre o que você sentir confiança para conversar e necessidade, ainda que você ache desnecessário. 

Mas, Beatriz, eu não tenho condições de pagar um analista, é caro. Procure o serviço público de saúde, pode ser demorado, mas uma vez que você vai eu te garanto que vai te ajudar demais, vai ajudar pois você por uma hora no seu dia em determinado momento PAROU e sentou com um profissional que vai entender o seu caso e vai guardar tudo que você precisou dizer, ele vai guardar e ainda vai te ajudar a sair da depressão. Procure um médico para identificar o seu caso, ver se é mesmo depressão que você sente e começar o tratamento adequado para o seu caso. 

Um beijo, fique firme pois você não está sozinha(o), acredite em mim, cara (o) leitora (or).

Julieta – Resenha

“Sua ausência enche minha vida e depois destrói”.

Com essa frase o filme Julieta, o novo longa metragem de Pedro Almodóvar  que estreou nos cinemas do Brasil no dia 7 de julho de 2016, prende a respiração de qualquer expectador. Não, ele não poderia trazer menos drama que os filmes anteriores e a carga só aumenta com o desenrolar da história que misteriosamente, assim como todas as sequências, termina meio “ué, acabou?”. AAAAH! O filme surgiu a partir de três contos da renomada escritora Alice Munro!!

Julieta está prestes a se mudar para Portugal com seu namorado quando, não mais que de repente após um encontro inesperado, ela decide não partir, não antes sem colocar um ponto final em um pedaço de seu passado, mas aqui eis a dúvida: será que colocou um ponto final? Tem certos momentos em nossa vida, cara (o) leitora (or) que não podemos mais escapar de assuntos resolvidos pela metade, não é mesmo?

Fazer o expectador sentir da poltrona as emoções que os personagens sentem não é tarefa fácil, mas Almodóvar não deixa barato com cenas de sexo fortíssimas, cenas estas que retratam exatamente o que a relação sexual (quando consentida – como sempre deve ser) é de fato, o que dois corpos procuram uns nos outros quando o sentimento aflora.

Verifique a classificação indicativa.

Julieta narra sua própria história sob diferentes momentos e o longa se arrasta entre passado e presente, o que deixa qualquer expectador com os olhos fixados nas sequências; além disso, são trabalhadas cores fortes tanto nos cenários quanto nas roupas dos personagens, sem contar a fotografia e a trilha sonora, ambas ma ra vi lho sas.

O filme merece toda atenção do tempo de duração: 2h aproximadamente! Recomendo e muito! 🙂

Abaixo você decide qual a melhor organização, se é que o amor realmente tem uma:

Bia que amava Antía / Antía que amava Xoan / Xoan que amava Ava / Ava que amava Lorenzo e Lorenzo que amava …

Bom filme, depois não deixe de escrever o que achou, em? ❤ 

Trailer do filme aqui 🙂

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pray, novo ano

2 de Janeiro de 2013
1 revisão
Meia noite o relógio tocou.
Aqui na areia, as luzes apagaram,
as pessoas fecharam os olhos
e assim, contaram juntas
a chegada de dois mil e treze.

Por 10 minutos,
aqueles que antecederam a chegada do novo ano,
todos acreditaram na mesma coisa.

Jogaram as rosas no mar,
deixaram que ele as levasse
antes, beijaram-na, fazendo cada um o seu pedido.

Meio dia o relógio tocou.
É hora de acordar novamente,
sair de algum pesadelo que você estava,
ou melhorar o sonho.

A foto em destaque foi extraída de arquivo pessoal

O futuro dos impressos

No último domingo eu fiz um vídeo recomendando três obras, as quais li nos últimos anos e admirei muito. Depois de analisar o vídeo mais uma vez, porém junto com um amigo desta vez, entramos em uma reflexão do que será tema do próximo vídeo: os e-books e-pubs e todos os tipos de publicações online irão substituir o impresso? Enquanto não sai o vídeo… Olha só que legal a matéria que achamos: Em Paris, livraria dá adeus a estoque e imprime livros na hora. Sim, é isso aí que você acabou de ler junto comigo.

Já imaginou que loucura um lugar desses no Brasil? Você vai, toma um café e sai do lugar com o seu próprio livro… Isso pode ser até legal, mas não sei, sabe? Acho que ainda é muito gostoso entrar em um lugar onde você esteja rodeada (o) de livros por todos os cantos, todos colocados naquelas estantes altas e quando você olha pra sua frente, é um mar de nomes e títulos e histórias a serem contadas e compartilhadas, sabe?

Já trabalhei em algumas editoras e eu lembro até hoje da primeira que trabalhei, da emoção de ver o processo em cima da mesa da minha chefe e, claro, uma pequena parte deste processo na minha mesa, aquele monte de letras sendo transformado em uma verdadeira obra de arte, uma arte única.

Claro, por outro lado, chegamos ao Século XXI com grandes problemas na natureza que já conhecemos tem um certo tempo e, para a natureza de forma geral, seria MUITO melhor poluir cada vez menos o ambiente com máquinas trabalhando tanto. Eu não sei se, cara (o) leitora (or) você já teve a experiência de entrar em uma gráfica e acompanhar o processo de impressão de um livro, mas eu já, e pelo menos na gráfica que eu entrei eram várias máquinas trabalhando ao mesmo tempo… Um calor imenso e um cheiro até que bom (no começo, depois era meio incômodo ao nariz).

É… Acho que esse assunto ainda vai dar muito no que falar, não é mesmo? Tem os dois lados da moeda, qual sua opinião? Domingo tem vídeo e espero você por lá, em? Pra que possamos conversar mais!!

Tentei trazer hoje para o blog uma pequena e breve reflexão do que será o tema do próximo vídeo: e-books e o futuro dos impressos.

Espero que vocês tenham gostado!! Se tiverem alguma crítica ou sugestão, enfim, deixem nos comentários, por favor! 🙂

Até mais ❤

A foto em destaque foi extraída de arquivo pessoal.

Playlist: Voltando para a rotina

Hoje foi aquele dia, ele mesmo, o dia em que uma parte da população brasileira acordou chorando #todaschora e pensou: tudo de novo, por mais alguns meses (ou não) HAHA, mas enfim, para você que acordou assim, PARE AGORA e não se preocupe pois eu tenho uma solução boa para você se animar!!

Fiz uma seleçãozinha durante o fim de semana no Spotify E? Decidi listar abaixo 10 músicas bem animadas para começar o dia, pular da cama com um sorriso na cara e cantar no chuveiro os sucessos que encontrei e que tocam por aí nas rádios, vem conferir comigo aqui? Se tiver sugestões pra aumentar a listinha, por favor, deixe nos comentários, em? Música boa também é música compartilhada, né, não?

Lana Del Rey – Summertime Sadness (remix)

Alesso – Heroes (we could be)

Beyoncé – Run the World (Girls)

Adele – Water Under the Bridge

The Goo Goo Dolls – Flood

The Getaway Plan – Where the City meets the Sea

Macklemore & Ryan Lewis (feat. Ray Dalton) – Can’t Hold Us

The Spark – Afrojack ft. Spree Wilson

John Dahlbäck Ft. Rebecca & Fiona – Honors

Swedish House Mafia – Don’t You Worry Child ft. John Martin

Espero que vocês gostem! 🙂

A imagem em destaque foi extraída do link abaixo 

http://weheartit.com/entry/252544116/search?context_type=search&context_user=antunesbriel&page=3&query=music