A Padaria

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Um lugar charmoso. Vasos de plantas na
beira das mesas, vasos os quais poderiam até mesmo
contar vários casos, se falassem.

Mesas de madeira, dois ou quatro lugares, encostadas na parede.
O garçom quase nunca presta atenção imediatamente no cliente,
sempre com os olhos acima, no movimento.

Um pedido, dois, vários, os mesmos pedidos que poderiam até mesmo
se perder através dos olhos do garçom no movimento.

Movimento intenso, fervente na hora do almoço, no horário de
trânsito caótico em meio ao dia, no meio dia tenso.

– Um café, dois pães na chapa. Por favor. Só isso.

– Débito. Crédito. Quanto da pra cada um? Coloca os 10%?

Nessa  mesma padaria tantos amores passaram, tantos outros
foram inspiradores assim como muitos foram-se e nunca voltaram;
Já apareceu até oportunidade de emprego. De oportunidades e
amores partidos ou brutos vou transitando, fora ou dentro daquela padaria. A padaria.

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Carnis Levale.

Carnaval, adeus à carne, alegria e comemoração
Adeus ao Mal, prataria e convocação. 

Durante meus poucos 21 anos, não vivi muitos carnavais, mas muitas vezes fui o Pierrot apaixonado que chora de amor por Colombina. Não gosto muito de toda essa comemoração, agitação, muita gente… Me dá um certo pânico tanta gente junta em um metro quadrado que não parece quadrado, algumas vezes parece mais um triângulo mesmo. 

Mas, se tem uma coisa boa que o carnaval me traz, é sempre um momento de reflexão, são dias pensando sobre o que vem acontecendo em um ano que acabou de nascer, noites em claro imaginando quantas coisas boas já aconteceram em minha vida e, como tantas outras estão por vir. 

O que ando pensando é que, muitas vezes é necessário fazer um Carnis Levale, um carnaval e se livrar de certas carnes, ora, caro(a) leitor(a), entenda aqui carne da carne e do osso, daquilo que dizem que somos feitos. Como assim? Se livrar?

Nos livrar, no bom sentido, para depois unir novamente, livrar para achar novos pedaços e, enxergar individualmente se eles cabem ou não, se fazem bem ou não. 

– Tá, mas ainda não entendi onde você quer chegar. 

– Quero dizer que, um dos melhores carnis levale que eu tive nesses 21 poucos anos, foram esses todos os quais eu me livrei de várias coisas ruins, vários pedaços vencidos e enxergasse, mesmo nesses vencidos e ultrapassados uma novidade, uma chance de não meter o meso erro e, como eu sou humana, algumas vezes cometi-o, mas sabendo das consequencias. 

O que eu quero em 2015? Que tenham muitos Carnis Levale, mas que os mesmos tragam muitos outros carnavais, porém com mais alegria e comemoração, prataria e convocação. 

ATENÇÃO, SENHORES, Carnis Levale esta na pista. Rufem os tambores! Ao fim do ano daremos as respectivas notas, sempre são melhores do que as anteriores mesmo. 

Carnis Levale, 2015. 

Ir, sem querer. Sem querer ir

Não adianta, tem dias em que a vontade fala mais alto, ir lá naquela página dela(e) e olhar, procurar o que não se deve, como uma espécie de martírio com a desculpa de que não tinha o que fazer naquela madruga.

Aí, bate a saudade, ela vem como não quer nada, cutuca você nas costas, dá um susto e abre um sorriso, só falta perguntar:

– Tá com vontade de ligar, né?

E você, mesmo sozinho, fala

– Vontade não, eu quero.

Você pega o telefone, pensa, mas acha melhor não… Nunca se sabe quem pode atender o telefone dela(e), faz tanto tempo já, muitas coisas mudaram na sua vida, na dela(e) também!
Ainda é dolorido o último beijo, a lembrança da última vez que se tocaram, parece que nada disso quer sair da sua mente, por mais que você tente colocar uma pedra por cima de tudo, igual varrer pro tapete, nada adianta, tudo que você sente continua ali, por mais que os meses tenham passado.
Chega mais um sábado e parece que ficou um vazio ali sem ele(a), sem nada pra fazer, mesmo que o programa preferido dele(a) fosse justamente não fazer nada.

Nesse ponto você já esta sonhando acordada, mais uma vez, a bendita da saudade continua ali, com um enfeite na cabeça igual do diabo, dizendo:
– Vai lá, liga.

Então, você decide não ligar, nunca se sabe quem vai dizer alô. Melhor deixar o silêncio chegar, dormir e seguir para um novo dia, sempre melhor.