Playlist: Xô Pregui!

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O fim das férias se aproxima. Começa a bater uma tristeza no coração dos dias ensolarados, da praia sem fim e do pôr do sol maravilhoso com a companhia especial ao lado e, ao menos pra mim, nada melhor do que encarar o começo do ano com uma boa playlist por perto. Por isso eu resolvi listar uma série de artistas e suas respectivas músicas que, talvez ajudem você encarar o ano que já veio com tudo:

– Past in Present (Feist)

– Love Bug (Jonas Brothers)

– Friday I’m Love (The Cure)

– No You Girls (Franz Ferdinand)

– Charlie Brown (Coldplay)

– Sugar (Maroon 5)

– Don’t (Ed Sheeran)

– Madness (Muse)

– Feel So Close (Calvin Harris)

– Summertime Sadness (Lana Del Rey)

– The Best Of You (Foo Fighters)

– Best Day Of My Life (American Authors)

– You Make Me (Avicii)

– Pompeii (Bastille)

– Slut Like You (P!ink)

Segura esse forninho, Gi! Tem muito mais coisa boa vindo aí! Por enquanto, bora colocar essas músicas pra rodar e tirar a preguiça do corpo? 2015 só esta começando!!

Estar solteira não é estar só

Acabou. Terminou. Você decidiu que era melhor dar um tempo, um tempo para quem? Um tempo para você. O tempo esta passando e, até mesmo o coelho da Alice já apareceu dizendo que você esta atrasada, Alice. Todos os seus amigos nas reuniões, festas, churrascos e encontrinhos estão com alguém, até mesmo aquele seu primeiro namorado da escola. Uma sensação bate em seu coração, uma estranheza e um medo de enfrentar a pergunta: e os namoradinhos? e as namoradinhas? (pois é, essas perguntas deixaram de fazer parte do repertório das tias no natal).

Eis aqui, alguns conselhos para você que acha que estar solteira é estar só.

1. Se estar solteira fosse estar só, você não teria família, nem amigos.

2. Um rótulo que você precisa tirar da sua vida é o de: namorar é ser feliz, ser solteiro é uma tristeza sem fim.

3. Quem disse que risada precisa, necessariamente, ser compartilhada? Aprenda que, alguns momentos na vida valem muito, como por exemplo: acordar em um domingo, fazer o que quiser de café da manhã para você e ficar vendo suas séries preferidas, sem ter que dividir isso com alguém. Egoísmo? Não, amor por você mesmo(a).

4. Nada no mundo tirar o prazer que é andar nua pela casa em um dia de calor ou ficar de calcinha e sutiã

5. Conversar com você mesmo faz muito bem para sua sanidade mental, assim como fazer palavras cruzadas. Você começa a se ajudar na cozinha, no banheiro e no seu quarto.

6. Experimentar coisas novas na cozinha só pra você.

7. Tirar um tempo para conhecer lugares que, quando você se prendia à alguém não pôde conhecer por julgamento ou interferência do outro.

8. Observar mais como você lida com algumas situações na vida, tomar posicionamentos os quais só cabem à você.

9. Não esperar nada de ninguém, nem mesmo arrumar alguém imediatamente

10. Deixar o seu coração respirar, ele precisa de ar tanto quanto você.

11. Repagine seu quarto, crie as coisas que você há tanto tempo quer, vá em busca de inspirações. Tire as coisas do lugar, afinal, o seu coração também mudou, por que não mudar um pouco sua cabeça?

12. O último item mas nem por isso o menos importante: Não rotule sua felicidade limitando-a ao: solteiro, casado, namorando, enrolado, em um relacionamento aberto. O seu relacionamento quem faz é você, afinal, se fossemos rotular:

– Estaríamos solteiros todas as vezes as quais brigamos, afinal, a gente não quer nem escutar falar dele(a).

– Estaríamos namorando todas as vezes as quais pensamos 24hs em alguém e, se fosse assim, eu estaria namorando com a minha mãe, com o meu pai e minha irmã. Cara, que loucura, já pensou? Eu penso neles 24hs por dia todos os dias ❤

– Estaríamos enrolados ou em um relacionamento aberto todas as vezes as quais um metch apareceria no tinder.

Amar é uma felicidade sem fim, mas se amar somente e, sempre em primeiro lugar, faz tempo que deixou de ser egoísmo ou egocentrismo; Ter um amor que é só seu faz bem para se conhecer, ter em mente se você gosta mesmo de ser chamada por aquele apelido, se você topa ir em um restaurante mexicano porque ela(e) quer ou porque você gosta. Ora, o que digo aqui é, alguém sempre tem que ceder, mas e quando o nosso coração quer ceder um pouco? Um pouco de espaço para nós, ou melhor, para você e ele. O amor é algo muito complexo para limitar-se à estar solteira e, lembre-se: você nunca esta só, apenas dando um tempo para se conhecer melhor.

– Oi prazer, meu nome é Beatriz Biella Martins.

– Incrível, você é meu eu, acho que vamos nos dar bem nesse tempo. We Love It (2)

CyberBully – Resenha

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Até qual ponto a brincadeira dos seus amigos na escola deixa de ser brincadeira e passa a ser bullying? Um dos temas muito debatidos no último ano (2014) foi o bullying dentro e fora das escolas, principalmente aquele cometido através da internet – onde, em geral, não se pode saber a identidade do agressor -, o chamado cyberbullying.

Tudo começa com uma brincadeira de leve, olhares de cima à baixo e comentários sobre o cabelo daquela menina que é “diferente” ou aquele garoto que era super magro e, agora no ensino médio, esta um pouco “acima do peso para os padrões”.

Desde que padrões de beleza e estética foram estabelecidos por empresas de beleza e, muitas pessoas se espelham em tais para atingir uma “vida saudável e feliz onde ser magro é bonito”, algumas pessoas, quando não se encaixam nesses “padrões”, sofrem com isso.

Eu mesma, em diversas situações da escola e até no ensino médio, era motivo de piada por ser a única menina de óculos ou ainda com o cabelo cacheado e não liso. O que muitas pessoas não levam a sério e banalizam, é quando isso afeta a cabeça da pessoa a qual esta sofrendo e, inconscientemente ela deixa de querer ir para a escola, não tem vontade de sair na rua e até mesmo de se cuidar, pede para os responsáveis legais para mudar de escola e, em alguns casos extremos, chega a mudar de cidade por conta das piadas que deixam de ser piadas e passam a ser perseguição, dentro e fora da escola.

O longa metragem Cyberbullying (2011), dirigido por Charles Binamé conta a história de Taylor Hillridge, (Emily Osment – Isso mesmo, aquela menininha a qual participou do seriado Hannah Montana) uma adolescente que após ganhar seu primeiro notebook, cria um perfil em uma rede social conectada à sua escola e começa a sofrer cyberbullying, motivado primeiramente por uma foto difamatória a qual seu irmão mais novo postou, após invasão na conta de Taylor. As brincadeiras que seriam “só brincadeiras de adolescentes” ultrapassam os limites éticos e morais quando Taylor, após sentir-se extremamente pressionada com as piadas começa a tomar remédios controlados e entra em depressão, chegando ao ponto de tentar cometer suicídio após uma overdose dos remédios.

Depois que tudo é um pouco controlado, sua mãe tenta procurar ajuda para a criação de uma lei a qual combata essas brincadeiras de mal gosto na internet e proteja as vítimas do então nomeado cyberbullying (bullying virtual).

Esse filme me lembrou não só, os momentos que passei na escola – não chegaram a ser tão pesados assim -, mas e se eles tivessem continuado? Quantos adolescente e crianças não conhecemos os quais cometeram suicídio por conta dessas brincadeiras? Qual será o ponto necessário de interferência? Até onde as pessoas tem que aguentar brincadeiras de mal gosto? E, a pergunta chave: qual é o ponto que a brincadeira deixa de ser “brincadeira”?

Cyberbullying tem um roteiro baseado na vida de muitos adolescentes e é, mais do que uma lição, um aviso para pais e escolas. O bullying não deve ser banalizado como foi no último ano (2014), nem tudo é bullying e nem tudo é e deve ser brincadeira, por uma vida saudável e uma adolescência feliz, é isso o que o filme clama.

Bum Bum Bum – Castelo – A exposição.

Não 3 mas 6 meses de uma exposição maravilhosa! Olha… Vou te contar uma coisa, caro leitor, o que eu vi… É uma coisa que gostaria de morar ali, por mim… Não saia nunca do MIS (Museu da Imagem e do Som), localizado aqui, na cidade de São Paulo.

Em Julho o Museu da Imagem e do Som inaugurou a exposição com um tema o qual passou por gerações, desde a década de 90. Sim, até os meus pais assistiram, eu e minha irmã também. Como esquecer do “Nooooossssssfa” da Celeste? Cara, uma cobra que FA-LA. E a passagem para o quarto maravilhoso do Niiiiiino?! Sem esquecer dos RAIOS E TROVÕES que apareciam com o Dr. Victor!!!

A exposição era para durar até Outubro, em um tempo normal de 3 meses, mas a fila era tanta tanta tanta TANTA, que eles prorrogaram até agora Janeiro, mas foi até dia 25 😦

Quando eu fui, fiquei umas boas horas na fila, viu? Tinha vendedor ambulante comercializando até aqueles sorvetes recheados, sabe? Sim, o calor era quase insuportável e, até para o bebedouro tinha fila!

Não fique chateado se você não conseguiu ir na exposição, tenho um segredo aqui: Um dia da semana, quando fui tentar entrar mas cheguei tarde, uma das moças que estavam trabalhando na exposição me contou que todo o material será transferido e a exposição montada em alguma cidade grande aqui do Brasil, como o Rio! Então, se você não conseguiu ver aqui em São Paulo, corra para a internet e fique de olho onde ele estará nos próximos meses pois vale MUITO a pena.

Abaixo, algumas fotos para posteridade 🙂

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El Critico – Resenha

Chuva, um casal que esta prestes a terminar, os dois começam a correr (em geral o mocinho atrás da moça) e depois eles se beijam de uma forma mágica, como se nada tivesse acontecido (ainda que algum dos dois tenha feito uma canalhice tremenda). O cenário perfeito de uma vida ideal que nunca acontece na real, um prato cheio que Téllez (Rafael Spregelburd) recusa sem o menor coração derretido, sem sequer uma lágrima escorrendo; até que…

O feitiço vira contra o feiticeiro. BUM. Téllez se encontra no romance dos filmes, estrelando como personagem principal ele e Sofia (Dolores Fonzi) que o faz correr, não só atrás de um local melhor para morar, como atrás dela mesma.

Além de mostrar aquilo que nós dizemos que não ligamos, mas no fundo adoramos: romances e comédias românticas; o filme em seu roteiro muito pontual, explora o mundo dos críticos de cinema com trechos de filmes como “Um Lugar Chamado Notting Hill”, “O Casamento de Meu Melhor Amigo” e “Harry e Sally – Feitos um Para o Outro” e os bastidores de um jornal onde saem notinhas dos filmes os quais Téllez assiste com seus amigos, em geral, dando uma ou duas poltronas, o que deixa o Editor Chefe de cabelos em pé.

A produção Argentina em longa metragem dirigida por Hernán Guerschuny, com o roteiro também de Guerschuny é de 2013 e ainda esta em cartaz no Cine Caixa Belas Artes, com sessões exibidas às 14h e 20h50, todos os dias.

O que esta esperando para assistir essa comédia da qual Téllez fez um romance?

Segue trailer do filme

Mafalda na Praça

Um dos trabalhos mais aclamados do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino – depois de passar pela Argentina, Costa Rica, México e Chile -, pode ser visto de forma livre, sem pagar nada por isso, tranquilamente, sem pegar fila aqui em São Paulo. Já imaginou que maravilha?

Inicialmente, a personagem foi desenhada para uma campanha publicitária, com a finalidade de ser propaganda do ideal de vida capitalista. Porém, a agência não aceitou a proposta e Mafalda foi publicada pela primeira vez na revista semanal mais importante da época, Primeira Plana. Os personagens que compõe o cenário principal de amigos de Mafalda: Manolito, Susanita, Guile, Miguel e sua tartaruga, foram criados e acrescentados após um ano.

Mafalda se preocupava demais com: o mundo o qual vivia e a paz mundial. Achou alguma parecida? Pois é, isso já acontecia lá, de 1964 até 1973! Com seus amigos, pais e Burocracia (a tartaruguinha que ganhou de seus pais), Mafalda debatia questões um tanto maduras para uma criança, como por exemplo as classes sociais, questionada por ela à sua mãe em um dos quadrinhos, onde ela pergunta: Por que não temos um carro? O que é ser classe média?

A exposição localiza-se em um amplo, arejado e aberto ambiente. O Espaço Praça das Artes, localizado aqui na cidade de São Paulo, recebe até o dia 28 de Fevereiro de 2015 a exposição Mafalda na Praça – O mundo segundo Mafalda, em comemoração aos 50 anos da personagem. O local não poderia ser melhor, ali encontram-se salas temáticas, onde pode-se sentar por alguns minutos e assistir a animação que já foi quadrinho, além de encontrar peças as quais fizeram parte das tirinhas, como por exemplo, o globo terrestre dormindo ou deprimido. Você pode também usar as famosas frases dos quadrinhos para fazer o seu quadrinho, genial não é? Abaixo algumas fotos da exposição, acompanhei de pertinho. Se eu fosse você, não perdia tempo, não!

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O Abutre – Resenha

Nightcrawler-banner

Até onde você iria por reconhecimento profissional? Você seria capaz de passar por cima de alguém, até mesmo um colega seu, só para conseguir chegar no auge da sua carreira profissional?!

Nightcrawler – O abutre (2014 – EUA), é uma produção cinematográfica em longa metragem dirigida por Dan Gilroy com Jake Gyllenhaal. Depois de presenciar um acidente beira de estrada, Lou Bloom interpretado por Gyllenhaal resolve comprar um rádio da polícia – de onde retira informações imediatas sobre acidentes e tragédias em Los Angeles -, e uma filmadora Sony para “amadores”; a partir daí começa uma aventura sombria e de acelerar o coração atrás de informações para sobreviver em uma cidade grande, conseguindo dinheiro “fácil” como freelancer para jornais. Lógico que no começo toma alguns tapas na orelha, não é bem visto por policiais nos locais onde ocorrem os crimes e acidentes… MAS, não desiste e tenta vender a bicicleta de não sei quantas mil marchas para conseguir a filmadora e o rádio. Ora, todos começamos assim… Na dificuldade.

Jake Gyllenhaal emagreceu 15kg para o papel, o rosto ficou muito muito fino o que deixou seus olhos verdes em destaque e prende atenção do telespectador, principalmente em uma tela tão maravilhosa como de cinema.

Todo o roteiro foi bem escrito, aos cuidados de Dan Gilroy, deixando de forma subjetiva informações como: de onde veio Lou; quem são seus pais; o passado o presente e o que quer do futuro? Mas, como um bom roteiro, essas informações não fazem muita diferença para o desenrolar da história até seu fim, onde não sei até agora se fico com raiva de Lou ou feliz por ele… Sério!

Toda a fotografia ficou por conta de Robert Elswit, onde foi trabalhada de forma sombria e obscura o suspense e como prender a atenção de quem esta ali, diante de quase 2h de filme, esperando um fim trágico ou mesmo feliz.

Com 01h57min de duração, lançado no dia 18 de Dezembro de 2014 o longa americano traz Jake Gyllenhaal (Lou Bloom); Rene Russo (Nina Romina); Riz Ahmed (Rick); Bill Paxton (Joe Loder); Ann Cusack (Linda); Kevin Rahm (Frank Kruse); Jonny Coyne (Pawn Shop Owner) e Kathleen York (Jackie)

Mais do que uma produção sobre o que é sobreviver sem dinheiro, sem emprego, uma mega produção sobre o que é a sede do capitalismo e até onde as pessoas vão para ganhar espaço na mídia, o limite entre o público e o privado, o respeito da dor de um acidente automobilístico ou a invasão do mesmo, tudo por dinheiro.

Se eu fosse você, já estava lá na fila do cinema, com a pipoca e tudo na mão. Corre, ainda dá tempo !!

Segue abaixo o trailer:

Ron Mueck – Real ou imaginário ?

A exposição do escultor australiano hiper-realista, Ron Mueck, chegou à São Paulo, finalmente. A pinacoteca abriu as portas para as esculturas em 20 de Novembro de 2014, mas o período de férias não deixa o público desanimar para entrar e observar uma coisa tão magnífica que, um artista com toda sua sensibilidade é capaz de reproduzir em pequenos detalhes, muitas vezes com pinceladas e moldes, junto com sua equipe e assistentes.

A exposição é maravilhosa e são sete salas disponíveis para apreciar um conjunto de esculturas que parecem pessoas MESMO, através dos detalhes como o cabelo branco ou ainda as unhas imensas dos pés do casal na praia, o corte na barriga do menininho… Tudo isso e muito mais é de chocar e admirar por um bom tempo.

Claro que, como boa observadora e amante da fotografia eu não só fui mas registrei tudinho e vocês podem conferir abaixo algumas ibangens. Roda Produção:

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A exposição esta localizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, o transporte de fácil acesso até o local é o metrô, descendo na Estação da Luz, há uma saída bem de frente para a pinacoteca. Com fila para retirar os ingressos (R$6 Inteira – R$3 Meia), não há fila para entrar e observar as esculturas.

O Espaço da Pinacoteca de São Paulo possui um acervo permanente com obras e esculturas de artistas renomados, além de um café e restaurante, ao ar livre.

O local só não abre Segundas.

Terça à Domingo, das 10h até 20h

Quintas, das 10h até 22h

Um passeio o qual vale muito a pena, espero que gostem! Boa arte!

Salvador Dalí – Instituto Tomie Ohtake

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Calor, São Paulo, Férias, Janeiro. Nada disso faria sentido se não tivesse uma fila no meio, uma fila de 01h30min para entrar em uma das exposições mais belas que São Paulo recebeu nos últimos anos.

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Muito além do famoso quadro dos Relógios Derretidos, que por sinal, esta o tempo todo subjetivo em outras obras; a exposição reuniu 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos, 16 fotos e 39 documentos, somando mais de 200 peças nos faz passear por um mundo onde tudo pode ser olhado de outro ou muitos outros ângulos, como por exemplo, O pé de Gala (El pie de Gala). Uma obra estereoscópica onde Dalí tentou chegar na terceira dimensão com um misto de profundidade, brincando com um espelho.

Além disso, desenhos são espalhados ao longo das duas grandes salas que receberam também fotografias, capas de revistas e os convites originais das exposições na época, todos envolvidos por um suporte de vidro, podendo fotografar (sem flash) e admirar bem de pertinho.

O sol queimando a cabeça na fila, faz com que todo o cansaço fique para trás quando você entra e admira tudo que um grande pintor foi capaz de fazer em uma época onde não possuíamos tantos recursos tecnológicos e avançados como hoje, como um artista é capaz de reproduzir obras e desenhos que vão passar de geração em geração, sendo cada vez mais admirados.

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Além das duas salas que comportam os desenhos, pinturas e gravuras, há um anexo no meio do Instituto, onde pode-se fotografar dentro do Rosto de Mae West, um local onde Dalí fez do rosto de uma mulher um apartamento inteiro, com poltronas, espelhos e até mesmo aparador.

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(…)Dalí é, possivelmente, um dos criadores mais determinantes do século XX, tanto no campo das ideias como no das imagens. Esta exposição convida-nos a repensar o lugar de Salvador Dalí na história da arte e a considerá-lo muito além do seu papel de artífice do movimento surrealista. (Montse Aguer – Curadora)

Se vale a pena? Corre para lá, vai !!

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Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 – Entrada pela R. Coropés

Pinheiros – São Paulo

Tel. 2245-1900

Até 11 de Janeiro de 2015. A partir das 10h. 

Dois ingressos por pessoa, entrada franca