O.k?

Não é um conto de fadas, muito menos uma história de uma menina com câncer. É um relato sobre o que é viver com intensidade. Nas 219 páginas, exlcuindo as de agradecimentos, John Green autor do livro “A Culpa é das Estrelas”, nos prende com histórias cruzadas entre Hazel Grace, uma adolescente em estado terminal que não frequenta a escola há três anos, um menino chamado Augustus que a conhece em um grupo de apoio para crianças com câncer e o autor preferido de Hazel que parece um lunático, mas é nada mais nada menos que uma pessoa que age com os sentimentos de qualquer outros ser humano da face da terra. 

A intensidade das coisas depende de como escolhemos vive-las, podemos optar pelo método da dor ou da felicidade. Claro, ninguém é capaz de sorrir o tempo todo, mas se conseguirmos parar antes do desespero, tudo fica mais fácil de lidar, assim talvez seja com a morte, e olha, caro leitor, que não sou das pessoas mais insensíveis que se conhece. Hazel tinha a opção de ficar em casa sofrendo de depressão, assistindo aos episódios de America’s Next Top Model OU sair e conhecer um mundo de possibilidades e até mesmo de viajar para Amsterdã com Augustus. 
John Green consegue descrever em exatos 25 capítulos o que é a dor e a alegria intensa de viver, o que é ter um amor verdadeiro e para sempre. Claro que temos a boa ou maldita mania de dizer que nada é para sempre mas algumas coisas na vida são sim, principalmente “alguns infinitos são maiores que outros”. Augustus tinha um desejo guardado e poderia ter desperdiçado ele com um ato de impulsividade, mas guardou e realizou com a coisa O.k mais bonita de sua vida.

Curta ou lenta pode ser sua vida, tudo depende do ponto de vista, única e exclusivamente. Isso é o mesmo lance da dor e do “para sempre”. Promessas são coisas complicadas de se fazer pois muitas vezes as pessoas não tem nenhuma clareza do que estão dizendo, então o conselho que eu dou para você não sofrer depois de algum tempo, caso elas não sejam cumpridas é: Abstraia somente as coisas boas que tinham na relação, esqueça as brigas e as coisas mínimas.

Pessoas são vulneráveis à muitas coisas e hoje com tanto para facilitar a vida por um lado e distanciar as pessoas fisicamente, os sentimentos às vezes também ficam propensos à mudar com facilidade, mesmo! Não, não se assuste! Claro que existem relações que são ótimas e não se deixam absorver por tecnologia somente e o contato físico e a conversa são muito presentes e sempre diferentes a cada encontro, existem relações que ainda duram anos e depois resultam em um casamento, dois filhos, casa e emprego feliz!

MAS nem tudo na vida é belo e muito menos “uma fábrica de realizar desejos”, as pessoas são imperfeitas e ainda bem, pois é nisso que encontramos muita beleza, as coisas podem acabar em semanas ou até mesmo dias, o amor de Hazel foi assim com Augustus! Acabou mas foi feliz até o fim, foi muito bom e ainda será eterno! Todos iremos morrer um dia, mas até lá, continuo achando fantástica a ideia de viver intensamente, com um sorriso no rosto apesar de todas as desgraças do mundo. A vida é isso, viver intensamente e lembrar que alguns infinitos são maiores que outros! Ah! E claro, existem infinitos números entre 0 e 1… Tudo isso depende do ponto de vista 😉

Dia 05 de Junho irá estreiar o filme A Culpa é das Estrelas! Se eu fosse você, corria para o cinema mais próximo para garantir seu ingresso e claro, para a livraria também para garantir o livro!