MSN está offline.

O fim de uma era, o fim da revolução na comunicação via internet pós ICQ! Quem nunca ficou emocionado ao ver os dois bonequinhos girando, ainda na primeira versão do MSN? Xésus, como estou velha quando penso que usei ICQ e depois MSN!

Quem não combinou encontros via msn, jogou hexic madrugadas a dentro, usou a webcam pela primeira vez e ficava incomodando seus amigos com a opção de perturbar – já nas versões mais recentes – talvez não tenha tido a sensação do início da comunicação instantânea via internet! Fora essas coisas, ainda era discreto mandar indiretas por subnick ou conversar por SPAM, fazendo aquele seu amigo morrer de vergonha, até mesmo anunciando o namoro dele, também por spam! 
O MSN marca o fim de uma geração que adora comunicação rápida. Depois ele acabou sendo acompanhado do Orkut, uma rede social que já dava para colocar fotos (inicialmente com um álbum limitado à 12 fotos, quem nunca sofreu com aquilo?) e aí, veio o Facebook, deixando o Orkut no chinelo (há quem ainda prefira Orkut e suas comunidades). Hoje, por fim acaba o MSN, sendo esse substituido pelo Skype, um programa de conversas privadas ou compartilhadas, com a vantagem de ser audiovideo. 
Claro que não podemos esquecer que ainda no MSN, havia a opção de chamar várias pessoas para a mesma conversa! Ah… Aquelas letras coloridas, gordinhas, altinhas, grifadas, em negrito… Os emoticons e a troca deles, assim como a gente trocava de folha de fichário ou colante na escola, no MSN era impossível não trocar emoticons!  Depois em versões mais recentes, o programa trouxe a opção de colocar wiks nas conversas, sons e muitas coisas que deixavam qualquer silêncio de lado! 
Obrigada MSN, por proporcionar momentos tão saudáveis em dias trancada em casa, em frente ao computador! Obrigada por fazer com que eu mantivesse tantos contatos até hoje, reencontrasse tantos amigos e fizesse vários outros. Deixo aqui, meu status nostálgico: Bibs Biella está OFFLINE. 

Liter à tu, rá… é amor!

Em um mundo onde tudo é tão intenso e devaneio, o desejo é o maior dos medos. A capacidade de automatizar todos os tipos de processos cotidianos, nos leva à delimitar a imaginação de viver em um mundo paralelo e completamente surreal. Todos os conflitos cotidianos, através dos contos, são transformados em verdadeiros paraísos artificiais para que a nossa mente imagine e processe o mundo das ideias, no conceito das realidades paralelas. 
É sempre valido lembrar, que nada custa sonhar e a literatura é senão, isso. Todo real, rígido e concreto, é transformado em sonho e ilusão que fica perdido em um mar, tão extenso quanto nossos dias rotineiros. O mundo perfeito, tal como o imaginamos, realmente não existe, sem ser como o imaginamos, mas… Isso no fim, é o mais puro que podemos obter, de vontades tão distantes e realidades sufocantes. 
Chega a ser realmente a maioria dos dias, assustadora a forma como o destino brinca e tropeça com a gente, levando nosso inconsciente a ser tão inocente.  Mas, toda inocência é por um momento sequer, o querer do esquecimento da dor diária, independente de cada dor particular, é encontrado na sincera literatura e a partir dela, podemos refletir com o exercício do raciocínio. Esquecendo ou pegando só um pouco das coisas objetivas e concretas, a literatura sempre faz com que você chegue à resposta objetiva, porém predominantemente reflexiva. 
A literatura é amor, Liter à tu, rá… é amor.