Gotinhas de amor

O céu escurece e os corações enriquecem,
Debaixo de chuva, a cidade engrandece.
Por todos os lados observam-se casais

Assim em um domingo qualquer,
Eu fico a olhar pela janela e lembrar daquela quinta qualquer
Poderia ser qualquer se não fosse por um fator maior.

Naquela tarde ensolarada, ao seu lado eu almoçava,
Enquanto você falava, seu sorriso eu contemplava,
E quando você me olhava, encabulada eu tentava não ficar.

Na tentativa de arriscar, eu acabei por amar,
Assim, passei a desejar nessa tarde chuvosa,
De um domingo qualquer, que aqui você estivesse.

Seu corpo esticado na minha cama e eu a observar seus fios de cabelo
Não poucos, porém enrolados.
Com seus óculos mais afastados, apoiados na escrivaninha

Sua mão próxima da minha e seu corpo colado no meu,
Entre lençóis amarfanhados, eu deixo, eu permito, eu amo.
Eu amo como se não houvesse o amanhã, como se o tempo parasse.
No que o tempo parasse eu desejaria que o domingo nunca acabasse e que do meu lado você ficasse.

Trilhos de emoção

Fotografia: Beatriz Biella Martins

Do paraíso à consolação, eu vou seguindo com meu coração.

Com meu coração ligado ao meu olhar, eu observo os casais,
Casais que começam no paraíso e terminam ou continuam na consolação.

A consolação, a conso… con, ao co… coração,
que bate e arrebenta e prende,
quase explode quando com as mãos, fixam-se nas paredes as somas.

As mãos fixam-se nas paredes com um punhado de emoção,
e com um punhado de emoção, fixam-se os pés no chão.
Entre os corpos, entra o vento que vem e vai com o vai e vem dos trens.

Com o vai e vem, vem e vão alguns casais, que na despedida nada banal,
continuam trilhando beijos e abraços através de seus celulares ou pelos ares.

Pelos trilhos eu vejo o amor chegando,
nas plataformas distintas, com as diferentes formas de amor, amar.

Criança todo dia.

Sabem…
Ontem mesmo, eu estava em casa, aproveitando a semana do saco cheio… Pois é, quem diria… Já estou na faculdade. O fato é que: Eu estava de pijama, as 9h, comendo aquele sucrilhos colorido, vendo o maskara! Ah, a infância né? Por isso resolvi começar o texto assim, já que hoje é dia das crianças!
Talvez, muitos de vocês pensem que é pura bobagem. Em meio a tantas responsabilidades, tantas coisas para fazer… Nem nos damos conta de tudo que vivemos até hoje. Quantos dias das crianças comemoramos? O engraçado é que todos os dias, nos comportamos como uma criança e nem observamos!
Quantas vezes, no namoro… fizemos um bico? Uma cara amarrada pra ganhar um beijo? Quantas vezes batemos a cabeça em alguma ponta… O dedinho nos móveis de madeira e abrimos o berreiro? Sem falar das vezes que não conseguimos alguma coisa e  fazemos o maior drama… Não queremos falar com ninguém! Assim como toda criança tem seu super herói… Ao longo dos anos, continuamos com nossos super heróis, geralmente são os nossos pais.
Os livros que nossas mães liam quando estávamos prestes a dormir, atualmente estão ou em nossas estantes, ou lemos para um irmão mais novo, um priminho. Podem passar os anos, mas quando fizer frio… Duvido que você vá calçar o chinelo ao invés da pantufa! É… Aquela pantufa de bichinhos.
Somos tão adultos, queremos tantas coisas ao mesmo tempo e exigimos tanto de nós o tempo todo. Não queira crescer antes do tempo… Queríamos tanto, tanto, tanto… Olha o que deu! Lembre-se que um dia, você já abriu o berreiro, você já caiu de algum lugar muito alto e que principalmente: você com certeza, foi uma criança muito feliz!
Feliz dia das crianças!! Aproveite sem vergonha e volte alguns anos 😉