A estrada vai além do que se vê.

Não é cidade, é metrópole.
É perigosa mas maravilhosa.
Eu cheguei aqui, de Santos.
Cheguei de chinelo e todos estavam de tênis e calça jeans.
As pessoas são diferentes por dentro mas aparentemente iguais por fora.
Eu não podia prever o que ia acontecer, mas previa um drama, uma dor equiparada á um parto.
Eu pensei errado, admito.
Fui super bem recebida.
Fiquei perdida principalmente na faculdade, que mundo novo. Quantas pessoas e cabeças pensantes diferentes.
Ela é maravilhosa, é cheia de lugares escondidos, bons lugares escondidos.
O bairro Água Branca é maravilhoso, cheio de amor, é cheia de árvores e tem um parque que dá PAZ: Parque da Água Branca.
Os passarinhos cantam e até galinha cacareja.
A natureza vibra meio a selva de pedra.
O perigo na cidade grande é enorme sozinho, mas aparentemente minúsculo em bando.
Tem teatro, tem café, tem livraria, tem cultura.
Aqui é São Paulo, aqui é minha casa.
Mais uma vez quem vos fala, sou eu, mais uma que chegou e tinha que falar novamente da nova morada.
Souza, Biella, Beatriz.

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Sampa, São Paulo.

São Paulo,
Cidade que não dorme, que madruga, que acorda cansada.
Os metrôs não são 24h, mas a população sim. 
Os bares começam na sexta e vão até domingo depois do fantástico, não deixando de passar os jogos de futebol.
A Augusta ferve, com todo tipo de gente que se imagina encontrar, nos lugares mais insanos.
A Paulista não pára, é a roleta financeira, o centro.
No centro, na Consolação, mesmo ás 23:45 se escutam os zumbidos de ônibus passando.
É daqui mesmo, de Sampa, que você já escutou falar do cruzamento da Ipiranga com a São João.
O MASP recebe gente de toda parte do mundo, por ter um acervo incrível e muitas opções de graça.
As faculdades recebem carinhosamente seus “bichos”, chegando dos lugares mais incomuns.
Aqui se escuta idioma de toda parte do mundo.
A virada cultural é um dos maiores atrativos e incentivos a cultura, com shows de graça a disposição da população, por um final de semana inteirinho.
Aqui chove, mas também faz calor e que calor, o jeito? É deitar no Ibirapuera ao som dos passarinhos.
Os museus são incontáveis, as peças de teatro nem se fala… Cinemas, restaurantes… Um prato cheio.
Eu? Não gostava de São Paulo, detestava. Por ironia, ou não, minha faculdade agora é aqui, meu lar é aqui, e agora? Em 4 dias eu estou adorando!
Porque?! Ah, vem que você descobre e não se arrepende!

Ah! O amor, o amar!

O amor,
Pode ser de primavera – verão,
Outono – Inverno;
Pode ser passageiro, mas que seja lentamente passageiro;
Pode ser interessante, desgastante, andante, ficante, emocionante…
Que tenha ciúmes, uns arranca rabos de vez em quando, mas mesmo assim que tenha sorrisos, muitos, para recomeçar
Que faça doer a barriga de tanto rir
Que engorde de tanta pizza e brigadeiro de panela, naquele sábado a noite, no apartamento dele ou dela.
Que emagreça, quando os dois quiserem fazer aquela dieta chamada “Segunda Feira”
Que enlouqueça entre lençóis brancos, que fiquem manchados com o batom dela e perfumados com o cheiro dele
Que apertem as mãos, que estejam ali lado a lado, chorando e sorrindo, mesmo sem ter dito: Eu vos declaro, marido e mulher.
Que registre na fotografia, para ser eterno na lembrança com carinho, mesmo que não seja no corpo e alma.
Que seja amor, do jeito seu, do jeito meu, do jeito nosso,
Mas que seja amor
Verdadeiro amor,
Ah! O amor!