Preconceito sem vez

Jair Bolsonaro
Militar, eleito pelo Partido Progressista como Dputado Federal do Rio de Janeiro, é a favor do Regime Militar (1964-1985) que fez com que a Constituição de 1946 se suspendesse. A Constituição Brasileira atural (1988) deixa clara entre outras coisas: A igualdade de todos perante a lei; A liberdade de pensamento, sem censura a não ser em espetáculos e diversões públicas e a extinção de pena de morte. Jair apoia a pena de morte, deixando isso muito claro na entrevista concedida ao Programa CQC, exibido no dia 28 de Março de 2011, na qual faz afirmações preconceituosas e extremamente racistas.
Ele tem todo o direito de expressar-se sem que seja censurado, como fez no Programa e como diz a Constituição da qual foi contra; Mas seus filhos Carlos e Flávio, ao deixarem claro – Na tentativa de defender o pai – que: “Ser homossexual não é o normal”, estão desrespeitando mais um artigo da Constituição Brasileira que diz que: Todos são iguais perante a Lei.
Tudo tem seu limite assim como estas afirmações. Jair como um Deputado Federal deveria saber que a liberdade de expressão e pensamento tendo limite não pode ofender aos homossexuais e negros. Ser homossexual é sim normal, anormal é não saber aceitar isso em pelo século vinte e um onde as coisas mudam constantemente em um ritmo incalculavel.
Assim como opção sexual, a diferença racial já devia ser uma coisa completamente aceitável também, mas não é… Pois nos meios midiaticos como nas telenovelas, personagens negros sempre são colocados em classes sociais precárias, e brancos como patrões que vivem em situações financeiras altas. A colocação do negro em papéis de classes sociais altas é uma coisa recentíssima, vista na novela “Insensato Coração’  a exemplo da atriz Camila Pitanga que interpreta Carol, uma funcionária de cargo altíssimo ou ainda Lázaro Ramos que interpreta André Gurgel, um designer de sucesso com uma vida financeira altíssima. Ainda nos meios midiáticos, observamos cenas de preconceito absurdas contra homossexuais como no Jogo de Volei em que o time “Volei Futuro” é agredido com a palavra Gay, repetida constantemente para o Jogador Maicon. Depois deste acontecimento, no jogo de volei ocorrido neste último fim de semana, todos os jogadores vestiram uma camisa com as cores da bandeira dos homossexuais e a torcida também com as camisas e bandeiras, representando que em quadra ou arquibancada não existe preconceito. Deveria ser assim em todos os lugares. Independente da nossa raça ou sexo somos TODOS iguais perante a lei.